Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

O que causa o runner high e como aumentar as chances em um 5k

O runner’s high é impulsionado principalmente pelo sistema endocanabinóide durante corrida moderada a vigorosa, elevando a euforia e reduzindo a ansiedade por até 30–45 minutos

Composite: Guardian Design/Getty Images
0:00
Carregando...
0:00
  • O runner’s high envolve várias alterações neuroquímicas, destacando-se os endocanabinóides (eCB), que passam pela barreira hematoencefálica e podem ser os principais motivadores desse estado, não apenas as endorfinas.
  • Os endocanabinóides aumentam em esforços moderados a vigorosos e ficam elevados por cerca de 30 a 45 minutos após a corrida, contribuindo para euforia, redução da ansiedade, modulação da dor, melhora do humor e maior resiliência ao estresse.
  • A dopamina aumenta durante corridas longas, ampliando cognição e motivação, enquanto a norepinefrina sobe próximo ao limiar anaeróbio, ajudando a manter foco e alerta.
  • O flow state, que é estar plenamente envolvido na atividade, costuma ocorrer junto com o runner’s high, mas é distinto; ambos podem acontecer sozinhos ou juntos, dependendo do desafio e das habilidades do atleta.
  • Há evidências de que o estado também aparece em outros esportes, como ciclismo e remo; a intensidade e a frequência variam conforme o tipo de treino e o padrão de esforço, influenciando quem consegue ou não experienciar o fenômeno.

A ciência por trás do chamado runner’s high explica por que alguns corredores relatam uma sensação de prazer intenso durante a prática. O fenômeno não depende apenas de endorfinas; envolve uma orquestra de mudanças neuroquímicas em vários sistemas cerebrais, especialmente o sistema endocannabinoide.

Endocannabinoides, os químicos internos do corpo, parecem ser o principal motor dessa experiência. Eles podem atravessar a barreira hematoencefálica, ao contrário das endorfinas, e estão associados a euforia, redução da ansiedade, modulação da dor e melhora do humor.

Os níveis de endocannabinoides sobem durante corridas de intensidade moderada a alta e permanecem elevados por cerca de 30 a 45 minutos após o fim do exercício. Além disso, o sistema eCB está ligado a alterações na percepção do tempo e à resiliência ao estresse, entre outras reações.

Já o estado de flow, muitas vezes associado ao runner’s high, é distinto em essência. O flow ocorre quando habilidades e desafio se equiparam, e pode acompanhar ou ocorrer isoladamente do high. Mudanças na atividade do córtex pré-frontal contribuem para bloquear pensamentos de fadiga.

Especialistas destacam que o fluxo também pode surgir quando o exercício é desafiador, mas não excessivo. Oeltro de que o corpo e a mente funcionem em conjunto ajuda a reduzir a percepção de esforço e desconforto durante a prática.

Além das eCBs, a dopamina aumenta durante corridas mais longas, elevando a motivação e a cognição. A norepinefrina, estimulante do sistema de resposta ao estresse, cresce próximo ao limiar anaeróbico, mantendo o foco durante treinos mais intensos.

Entrenamentos variados influenciam a ocorrência do runner’s high. Exercícios aeróbicos sustentados costumam trazer maior probabilidade, enquanto treinos intervalados podem ou não desencadear a sensação, dependendo da duração e da intensidade.

A prática em ambiente natural pode potencializar efeitos positivos, embora não haja evidência de que o local altere diretamente as neuroquímicas. Caminhar em trilhas ou correr ao ar livre adiciona fatores psicológicos benéficos.

Alguns atletas relatam que o fenômeno é mais comum em estágio inicial de treino, especialmente para quem busca manter a motivação. Em atletas de elite, a experiência pode ocorrer com menos frequência, devido aos regimes de alta intensidade ou volume de treino.

Estudos sugerem que o runner’s high pode induzir mudanças estruturais no cérebro ao longo do tempo, como aumento do hipocampo, área ligada à memória. Contudo, não há confirmação de que episódios repetidos criem dependência direta.

Entre as lacunas, está a explicação de quem não sente o high. Possíveis motivos incluem enzimas que aceleram a eliminação de endocannabinoides, bloqueando o efeito perceptível. Ainda assim, muitos corredores continuam a praticar pela satisfação e pelos ganhos de flow.

Em resumo, o runner’s high envolve uma combinação de endocannabinoides, dopamina e norepinefrina, associada a euforia, redução da ansiedade e maior foco. O fenômeno não é universal, mas pode ocorrer durante corridas moderadas a intensas, especialmente em ambientes naturais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais