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Vaias na seleção viram festa em noite de apoio de organizada profissional

Movimento Verde e Amarelo reúne torcidas organizadas no Maracanã; despedida da seleção vira festa com mosaico e apoio a Neymar, sinal de nova versão da torcida para a Copa

Vini Jr. e Casemiro comemoram gol do Brasil em amistoso contra o Panamá no Maracanã
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  • A seleção brasileira venceu o Panamá por 6 a 2 na despedida da torcida no Maracanã, antes da viagem aos Estados Unidos.
  • O Movimento Verde Amarelo reuniu representantes de 37 torcidas para promover uma nova versão da torcida brasileira na Copa de 2026.
  • O mosaico profissional ocupou cerca de 75% do estádio; houve acordo para manter o foco na seleção e restrições ao uso de camisas de clubes.
  • Apesar de vaias ao goleiro Alisson, Neymar e Vinícius Júnior foram exaltados, e o nome de Neymar foi gritado mesmo sem atuar.
  • O Vasco, personagem Rayan entrou aos 52 minutos e ajudou a acender o clima de festa; após o sexto gol, as torcidas passaram a cantar com mais força, incluindo “Copa do Mundo é guerra”.

A seleção brasileira encerrou a relação com sua torcida neste domingo no Maracanã, em jogo amistoso de preparação para a Copa do Mundo de 2026. A vítima foi o Panamá, com vitória do Brasil por 6 a 2, na despedida antes do embarque para os Estados Unidos. O ambiente misturou vaias, júbilo e um mosaico elaborado pela torcida organizada. A atuação do time sob comandode Carlo Ancelotti trouxe equilíbrio entre falhas e gols.

Representantes de 37 torcidas de todo o país participaram do Movimento Verde Amarelo, que reuniu lideranças para promover uma nova versão da torcida na Copa. O primeiro teste ocorreu na capital fluminense, com o objetivo de ajustar o apoio à seleção sem percalços.

A festa ganhou contornos de planejamento: o setor Norte, onde fica o MVA, abriu espaço para cânticos e harmonias, ainda que parte da torcida tenha gritado nomes de clubes. Um mosaico ocupou boa parte da arquibancada, com elementos da taça, o emblema da CBF e mensagens de apoio.

Cânticos em verde e amarelo

Logo no início da partida, Vini Jr. abriu o placar aos dois minutos, elevando o ânimo no estádio. Aos 14 minutos, um gol contra de Matheus Cunha trouxe tensão. As vaias ao goleiro Alisson surgiram junto com sinalizadores de descontentamento com o desempenho.

Neymar recebeu aplausos ao longo do primeiro tempo, mesmo sem atuar, e Vinícius Jr. foi alvo de vibração quando participou diretamente de jogadas da virada. A torcida manteve o tom de apoio a jogadores em campo, mesclando críticas ao desempenho com celebrações.

O segundo tempo e a virada do clima

A etapa complementar começou com mudanças de elenco, sem que o Maracanã retomasse de imediato o ritmo da primeira metade. Quando o nome de Rayan foi anunciado, a torcida respondeu com cânticos; aos 52 minutos, o jogador do Vasco abriu o marcador para o Brasil. A festa ganhou força com gols seguintes, e as vaias diminuíram.

Durante o intervalo, houve a tentativa do Movimento Verde Amarelo de erguer um bandeirão, prática que não foi concluída conforme o planejado, com falhas de montagem em parte da estrutura. Mesmo assim, o público acompanhou a evolução da equipe com maior entrosamento e ritmo nos minutos finais.

O sexto gol consolidou a vitória, e o estádio recuperou a empolgação, com o coro repetindo o lema de apoio à seleção. O anúncio de novos torcedores e a união entre as organizadas reforçaram a ideia de promover, em conjunto, uma festa para a Copa.

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