- O Mundial de 2026 terá quarenta e oito equipes, o que aumenta o potencial de zebras, com mais surpresas na competição.
- Desde mil novecentos e noventa e três, dados mostram jogos em que o azarão vence o time melhor ranqueado, medidos por a diferença de ranking (quanto maior o gap, maior o “upset score”).
- Entre os exemplos históricos, destacam-se Bulgaría derrotando a Alemanha em 1994, Nigeria vencendo Espanha em 1998 e a França derrotando o Brasil em 1998.
- Outros grandes zebras incluem Coreia do Sul chegando às semifinais em 2002 e Costa Rica avançando no grupo de morte em 2014 ao eliminar a Itália.
- Para o Mundial de 2026, surgem seleções estreantes como Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão, com possíveis favoritos a tropeços como Haiti x Escócia, Nova Zelândia x Irã e Cabo Verde x Uruguai.
O Mundial voltou a surpreender. A edição com 48 seleções amplia a possibilidade de zebras, choques e viradas de jogo, elevando o número de partidas com resultados inesperados. A análise considera jogos em que o azarão venceu equipes de ranking superior.
Desde o ranking da FIFA, criado em 1993, foram mapeados confrontos em que o time menos cotado derrotou o favorito, com a diferença de ranking indicando o “upset score” e o tamanho do círculo nos gráficos. Choques em vermelho marcam as zebras, vitórias decididas por pênalti aparecem com contorno branco.
1994: Bulgaria e o choque contra a Alemanha
O Mundial de 1994 teve sequência de surpresas, especialmente na fase de grupos. A Bulgária, 29ª colocação, venceu a Alemanha, então nº 1, em jogo decisivo. A equipe búlgaro ainda surpreendeu ao derrotar Argentina e eliminar México nos pênaltis nas oitavas.
1998: Nigeria e as zebras que marcaram o torneio
França 1998 ficou marcado pela final entre França e Brasil, mas as maiores zebras vieram das fases de grupo. a Nigéria, 74ª, venceu Espanha, 15ª, por 3 a 2, e venceu Bulgária. Croácia e Holanda também eliminaram Alemanha e Argentina, respectivamente, nas quartas.
2002: Coreia do Sul e Senegal desafiam o peso
Anfitriões coreanos, 40ª colocação, chegaram às semifinais ao bater Polônia, Portugal, Itália e Espanha. Senegal, estreante, venceu França, então campeã, na abertura do grupo, abrindo espaço para a sensação do torneio.
2006: Alemanha, o torneio mais imprevisível recente
Foram 21 zebras no Mundial, com cinco ocorrências na fase final. Ucrânia venceu Suíça nos mata-matas, marcando a diversidade de surpresas. Países pela primeira vez disputaram a Copa, incluindo Angola, Gana, Costa do Marfim, T&T e Togo.
2010: África inspira, zebras em cena
A Jamaica africano-ocidental ganhou destaque com a melhor zebra, ao derrotar França. Coreia do Sul, Grécia e Eslováquia obtiveram vitórias sobre potes mais fortes, enquanto França e Itália falharam na fase de grupos.
2014: Costa Rica e o grupo de morte que surpreendeu
Costa Rica avançou ao enfrentar Itália, Inglaterra e Uruguai no grupo D. O time bateu a Itália e empatou com Inglaterra, terminando na frente da chave e assegurando vaga nas oitavas, enquanto Espanha caiu precoce.
2018: Russia e o acaso histórico
O torneio começou com controvérsias, mas entregou surpresas significativas. Rússia, anfitriã, venceu Espanha na prorrogação, e a Croácia eliminou Inglaterra nas semifinais, ampliando a lista de zebras.
2022: Marrocos faz história no Catar
Marrocos, primeira seleção africana e árabe a chegar às semis, derrotou Bélgica, Canadá e Portugal, vencendo a Espanha nos pênaltis para chegar às quartas, a maior zebra do torneio recente.
2026: perspectivas de surpresas no Canadá, México e EUA
Com formato expandido, o próximo Mundial ocorrerá em 16 cidades de três países. Quatro equipes estreantes—Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão—podem provocar surpresas. Haiti, Nova Zelândia e Cabo Verde aparecem como potenciais azarões em confrontos-chave.
A temporada atual promete ampliar o histórico de zebras e reescrever o mapa de surpresas, mantendo o futebol imprevisível e competitivo até a última fase.
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