- Em treino nos Estados Unidos, a seleção testou Lucas Paquetá no meio-campo, com Igor Thiago como referência, em um esquema com três volantes/meio-campistas.
- A ideia é ter mais gente no setor central e um atacante de referência para ajudar na recomposição quando a equipe perde a bola.
- Arnaldo Ribeiro avalia que a mudança faz sentido, mas aponta risco de ter poucas opções no banco caso a convocação para a Copa use Paquetá e Igor Thiago no meio.
- Juliano Gomes diz que Paquetá funciona melhor se atuar por dentro como camisa dez; pela direita, a mudança seria apenas de perfil.
- Casagrande afirma que o time precisa de mais jogadores centrais no meio, não de opções pelo lado, para evitar dificuldades quando o adversário congestiona a região central.
A seleção brasileira realizou um treino nos Estados Unidos com um ajuste no meio-campo, testando Paquetá em uma função mais central ao lado de Igor Thiago, que segue como referência na frente do meio. O objetivo foi reforçar a disposição de recomposição e controle da posse, mantendo a ideia de três homens por dentro.
A mudança facilita o recolhimento rápido da bola, segundo o relato do repórter presente, mas revela um ponto de fragilidade: o elenco tem poucas opções de substituição para as posições de contenção. A aposta por mais um jogador no meio tende a ampliar o volume de jogo sem abrir mão da compactação.
A leitura do treino indica que Paquetá pode atuar próximo ao centro, com o time mantendo o equilíbrio entre saída pela direita e pelo meio, enquanto Igor Thiago recua para organizar a linha defensiva quando há perda de posse. A ideia é manter a bola em circulação com mais disponibilidade no setor central.
Análise de especialistas
Para Arnaldo Ribeiro, a jogada faz sentido tático, porém expõe a limitação do banco de reservas caso a seleção estreie com Paquetá ao lado de Igor Thiago. A convocação é questionada pela relação entre o titular e o reservas disponíveis no elenco.
Danilo Lavieri descreveu o treino como com foco na construção pela linha central, com o atacante de referência ajudando na recomposição. O desenho prioriza meio-campo mais envolvido e menos jogadores pelos lados.
Julio Gomes ponderou que a mudança depende de Paquetá atuar mais por dentro, próximo da função de camisa 10. Caso ele fique aberto pela direita, o efeito sobre o meio é menor, apenas mudando o encaixe de posições entre Paquetá e Luiz Henrique.
Casagrande avaliou que o Brasil precisa de mais presença efetiva no setor central, não apenas de soluções por fora. O comentarista enfatizou a importância de um jogador central para evitar congestionamento adversário na faixa central.
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