- Pesquisa da Climate Central aponta que mudanças climáticas aumentaram a probabilidade de calor prejudicar o desempenho em 97 das 104 partidas do torneio.
- A Copa terá duas pausas para hidratação em todos os jogos.
- O estresse térmico depende da temperatura de bulbo úmido, que considera calor, umidade, sol e vento.
- Locais com alta umidade no torneio incluem Houston, Miami, Dallas e Monterrey, com previsões de temperaturas acima do normal em boa parte dos EUA.
- Na fase de grupos, Uruguai x Espanha, em Guadalajara, 26 de junho, tem probabilidade estimada de 70% de calor que afete o desempenho.
Desde a Climate Central, pesquisadores apontam que as mudanças climáticas elevam o calor nas partidas da Copa do Mundo 2026, impactando o desempenho dos jogadores em 97 de 104 jogos. O estudo detalha riscos principalmente no verão, com calor extremo e umidade alta.
A competição será realizada em Canadá, México e Estados Unidos, começando em 11 de junho. As previsões indicam temperaturas acima da média e um fluxo de umidade vindo do Golfo do México, aumentando a chance de condições severas nas primeiras semanas.
Calor, umidade e estresse térmico
A análise ressalta que a temperatura de bulbo úmido, que sintetiza calor, umidade, luz solar e vento, é a métrica-chave para estimar o estresse térmico. Cerca de um quarto das partidas pode superar limites de segurança recomendados, segundo a World Weather Attribution.
Segundo o professor Chris Minson, da Universidade de Oregon, atletas de elite geram grande calor interno, independentemente do clima. Ele acrescenta que 75% da energia convertida no exercício vira calor, o que agrava o desafio no calor.
Locais com maior pressão climática
Locais com alta umidade na Copa aparecem em Houston, Miami, Dallas e Monterrey. Em condições de calor, a capacidade de resfriamento do corpo fica comprometida pela baixa eficiência da evaporação do suor.
Impacto previsto nas partidas
Entre as partidas, a de grupo Uruguai x Espanha, em Guadalajara, no dia 26 de junho, apresenta a maior probabilidade estimada de prejudicar o desempenho, em torno de 70%. O estudo compara cenários com e sem aquecimento global.
Dados adicionais da pesquisa
Pesquisadores, como Ryan Calsbeek, do Dartmouth College, destacam que calor e umidade podem alterar o ritmo e o estilo de jogo. Jogos podem tornar-se mais lentos, com impactos na distância coberta e na recuperação entre lances. Quase metade das partidas pode ter temperaturas acima de 28°C.
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