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Primeira Copa sem Zagallo: Velho Lobo mantém recorde de taças

Copa de 2026 será a primeira sem Zagallo, o Velho Lobo, tetracampeão que redefiniu a seleção de 1970 e deixou legado decisivo para o futebol brasileiro

Zagallo posa com as taças da Copa do Mundo: "São quatro títulos" — Foto: Agência O Globo
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  • A Copa de 2026 será a primeira sem Zagallo, que morreu em 6 de janeiro de 2024, aos 92 anos, o único tetracampeão mundial.
  • Zagallo foi campeão em campo nas Copas de 1958 e 1962, comandou a Seleção em 1970 e ajudou a conquistar o tetracampeonato em 1994 como coordenador técnico.
  • Em 2011, ele contou ao ge como montou a seleção de 1970, trocando o 4-2-4 pelo 4-3-3 e valorizando o talento dentro de um sistema definido.
  • A transição dele do jogador para técnico ocorreu em 1970, aos 38 anos, após passagem pelo Botafogo, começando pela base e chegando à Seleção principal.
  • Carlo Ancelotti foi contratado para ocupar o posto que Zagallo teve nas Copas de 1970, 1974 e 1998.

O Brasil disputará a Copa do Mundo de 2026 sem Zagallo, recordista de títulos. O Velho Lobo morreu em 6 de janeiro de 2024, aos 92 anos, após carreira que reuniu quatro taças e passagem por três Copas como técnico. Carlo Ancelotti foi anunciado como treinador para ocupar o posto que Zagallo ocupou em 1970, 1974 e 1998.

Zagallo foi protagonista dentro e fora de campo. Campeão em campo em 1958 e 1962, ele comandou o time de 1970 ao lado de Pelé, Rivellino, Gerson, Jairzinho e Tostão. Em 1994, atuou como coordenador técnico da seleção tetracampeã dos Estados Unidos.

Em 2011, Zagallo contou, em entrevista ao ge, como montou a Seleção de 1970 após a saída conturbada de João Saldanha. Ele relatou a mudança de esquema e a priorização do talento por meio de uma linha criativa com cinco jogadores mais ofensivos.

Mudanças táticas de 1970

O técnico alagoano explicou que não aceitava o retorno ao 4-2-4. A partir de 1970, a seleção passou a atuar com um sistema mais flexível, marcando por zonas e atacando com mais apoio no meio. O time ficou conhecido pela combinação de defesa firme e ataque compacto.

Zagallo relatou ainda que a formação utilizava um elenco com múltiplos criadores, o que permitia ter mais fluidez no ataque. A revolução tática resultou em vitórias históricas e no tricampeonato mundial. Ele destacava que o equilíbrio entre defesa e ataque foi essencial para o desempenho.

O técnico também mencionou o atrito com parte da imprensa da época, que, segundo ele, tentava minimizar os seus méritos na formação de 70. Afirmou que a visão de Saldanha foi incorporada de forma autônoma, sem descarte de reconhecimentos anteriores.

Legado e transição de Zagallo

Zagallo assumiu a seleção aos 38 anos, em 1970, após ter se destacado como jogador e treinador de base. Ele descreveu a transição natural da atuação em campo para a função técnica, sem traumas, e citou que já era bicampeão mundial quando passou a comandar equipes.

O treinador relembrou a estreia da equipe na Copa de 1970, com a formação inicial: Félix; Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo, Gérson e Rivellino; Jairzinho, Pelé e Tostão. O Brasil iniciou com vitória expressiva sobre a Tchecoslováquia por 4 a 1.

Filho de Zagallo, Haroldo Cardoso Zagallo nasceu em Maceió, em 1898, e teve participação importante no desenvolvimento do futebol local. Haroldo atuou pelo CRB entre 1916 e 1922, além de incentivar Zagallo a seguir a carreira para além do jogo.

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