- Com a Itália fora da Copa, descendentes de italianos no Brasil passaram a torcer pela seleção brasileira, vendo Carlo Ancelotti como símbolo da relação entre os dois países.
- Em São Paulo, no Circolo Italiano, a estreia do Brasil reuniu imigrantes e descendentes e gerou a torcida informal chamada “Torcida del Carletto”.
- Em Blumenau, Santa Catarina, a Festitália criou a torcida e distribuiu mais de cem máscaras com o rosto de Ancelotti durante as partidas do Brasil.
- Circolo Italiano e gestores culturais apontam que a presença de Ancelotti representa uma ponte cultural entre Brasil e Itália, em tom de releitura da imigração.
- O Brasil tem entre quinze e vinte milhões de descendentes de italianos; a Itália vive crise esportiva recente, sem Copa desde dois mil e catorze.
No Circolo Italiano de São Paulo, descendentes de italianos acompanharam a estreia da seleção brasileira e viram Carlo Ancelotti ganhar simbolismo de ponte entre Brasil e Itália. A presença do treinador, recém-contratado, passou a representar uma ligação histórica para a comunidade.
Junto à torcida local, circulou a ideia de que a carreira de Ancelotti no Brasil relembra a imigração italiana, quando, no passado, milhões chegaram ao país. O reconhecimento público do técnico tornou-se ponto central entre fãs e representantes da comunidade.
Em Blumenau, Santa Catarina, a Festitália promoveu a integração entre cultura ítalo-brasileira e futebol. A edição 31 abriu espaço para a formação de uma agremiação informal chamada Torcida del Carletto, com máscaras do treinador distribuídas aos torcedores.
A iniciativa catarinense coincidiu com as partidas do Brasil na Copa e reforçou o papel de Ancelotti como símbolo da conexão entre as duas nações. Organizador explicou que o festival aproveita o momento para celebrar a herança italiana na região.
Entre os organizadores, Giovanni Sanseverino, empresário italiano radicado no Brasil, destacou que a escolha pelo técnico reforça a afinidade entre torcedores que acompanham a seleção. Ele ressaltou o apego histórico aos clubes italianos.
A ligação entre Brasil e Itália não se limita ao futebol. Em Nápoles, Alexei de Melo, napolitano radicado no Brasil, relembra a influência de ídolos italianos na história do esporte no país. A memória de Maradona e Napoli também é citada como parte do elo entre os dois países.
A cobertura também menciona o momento crítico vivido pelo futebol italiano, que não disputa uma Copa desde 2014 e acumula eliminações recentes. A presença de Ancelotti na seleção brasileira é apresentada como referência de continuidade e diálogo esportivo entre as nações.
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