- Golos históricos da Copa do Mundo mostram a evolução física e tática: movimentos mais rápidos hoje seriam difíceis ante adversários modernos.
- Pesquisas mostram brasileiros de 1970 eram mais musculosos em campos ruins; hoje a física dos jogadores mudou, com personagens mais altos, magros e com mais alongamento.
- Altura média dos jogadores de primeira divisão inglesa subiu de cerca de 177 cm em 1973 para 181,5 cm em 2023; há mais atletas altos e com corpos mais finos.
- A velocidade e as explosões no jogo aumentaram: mais de 35 km/h em pelo menos dez ações na Copa de 2022; recuperação rápida é essencial.
- Carga de jogos e lesões preocupam: jogadores de alto nível disputam mais partidas; avanços em ciência do esporte ajudam clubes a manter atletas ativos por mais tempo.
O que mudou o corpo dos craques ao longo de 50 anos não é apenas estética, mas resultado de técnicas, treino e táticas. Em comparação entre o futebol dos anos 1970 e o atual, o ritmo acelerou e a preparação física ganhou ênfase, mudando também a fisiologia dos jogadores de elite.
Um estudo da Wolverhampton University analisou milhares de atletas da elite inglesa desde a década de 1970 até hoje. A altura média aumentou mais de 4 cm entre 1973 e 2013, tendência que se manteve no ciclo seguinte, com ajustes por posição. Defensores e goleiros seguiram com ganhos estáticos, enquanto atacantes e meio-campistas apresentaram variações menores na altura média.
Corpo mais alto e delgado
Os pesquisadores destacam que os jogadores atuais tendem a ser mais angulosos e ectomórficos, com proporção altura-peso diferente. A medida de Índice Ponderal Recíproco (RPI) aponta maior thinness em jogadores de alto nível, influenciada pela evolução do piso, pela sobrecarga de treinos e pela adoção de estilos de jogo mais dinâmicos.
A explicação envolve também a adaptação aos campos melhores e à exigência de maior volume de trabalho. Em 1970, camps mudos no inverno exigiam força muscular para superar o barro, enquanto hoje o desempenho depende de velocidade sustentada e recuperação rápida.
Sprinting (mucho) to win
Dados recentes indicam que, na Copa do Mundo de 2022, ao menos 10 jogadores atingiram velocidades acima de 35 km/h, patamar improvável décadas atrás. O número de sprints por jogador aumentou, com atletas repetindo ações rápidas com mais frequência.
Especialistas destacam que o desafio hoje não é apenas acelerar, mas manter o pico de velocidade várias vezes no jogo. Técnicos afirmam que a recuperação entre sprints é determinante para o desempenho contínuo.
Distância percorrida e semelhança de esforço
Apesar do aumento de velocidade, a distância média por jogo não cresceu de modo proporcional. Em 2022, a FIFA anunciou que a maioria dos jogadores percorreu cerca de 10,6 km por partida, com variação por posição. Isso sinaliza foco maior em explosões rápidas, não apenas em resistência contínua.
Ainda segundo especialistas, a intensidade do jogo aumentou com a maior proliferação de pressões altas e táticas de posse rápida. Essa mudança requer recuperação eficiente para que o jogador seja decisivo ao longo de toda a partida.
Carga de jogos e lesões
A evolução do calendário tem sido tema de debate entre o meio acadêmico e o futebol profissional. Dados de Fifpro mostram que jogadores de elite costumam disputar dezenas de partidas por temporada, com casos de seleções nacionais somando ainda mais jogos.
Um relatório encomendado pela Uefa, de 2023, apontou aumento preocupante de lesões de isquiotibiais entre temporadas, sugerindo que maior intensidade de treino e agendas lotadas podem contribuir para o risco de machucados. A conclusão enfatiza a necessidade de restabelecimentos mais robustos.
Veteranos em ascensão
Apesar das mudanças, há aspecto positivo: avanços na ciência do esporte identificam como manter atletas no alto rendimento por mais tempo. A idade média de elencos na Liga dos Campeões subiu de 24,9 anos em 1992 para 26,5 em 2018, sinalizando maior longevidade.
Goleiros e jogadores mais velhos, como o caso de Craig Gordon, que aos 43 anos participou da Copa do Mundo de 2026, ilustram essa tendência. Pesquisadores ressaltam que regimes de treino, nutrição e recuperação ajudam a estender a carreira em alto nível.
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