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Dirigentes da Série B apoiam punição à Ponte Preta por atrasos salariais

Ponte Preta é excluída do PARF-B após atrasos salariais superiores a 60 dias, passando a custear logística e arbitragem e sujeita a retenção de cotas

Moisés Lucarelli, estádio da Ponte Preta
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  • Ponte Preta foi excluída do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B) pela ANRESF, devido a atrasos salariais acima de sessenta dias.
  • Dirigentes da Série B apoiaram a punição, destacando que o Fair Play Financeiro deve orientar gastos dos clubes.
  • Com a exclusão, a equipe deixa de ter custeio pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em despesas de logística e arbitragem e passa a arcar integralmente com esses custos.
  • A Ponte Preta passará a receber cobranças mensais da CBF, com prazo de até dez dias úteis para pagamento, além de precisar reembolsar valores já gastos com logística e arbitragem desde o início da Série B; inadimplência pode acarretar sanções.
  • Segundo a ANRESF, a readmissão ao PARF-B depende da regularização das pendências trabalhistas e do atendimento aos critérios de elegibilidade do programa.

A Ponte Preta foi excluída do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B) pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, após a identificação de atrasos salariais superiores a 60 dias com jogadores, comissão técnica e funcionários. A medida afeta a participação do clube no PARF-B, que deixará de custear despesas de logística e arbitragem.

Dirigentes da Série B defenderam a punição como exemplo para o futebol brasileiro. O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, afirmou que o Fair Play Financeiro precisa guiar o gasto dos clubes e que o caso da Ponte Preta pode servir de amostra para outras situações. Adalberto Baptista, representante do Conselho Nacional de Clubes da CBF e dirigente do Botafogo-SP, reiterou apoio à medida, destacando que o fair play salva o futebol.

Impacto para a Ponte Preta

Com a exclusão, a Ponte passa a arcar integralmente com custos de logística e arbitragem, que antes eram cobertos pela CBF por meio do PARF-B. A entidade continua responsável pela operação, mas o clube terá cobranças mensais com pagamento em até dez dias úteis.

Além disso, a Ponte Preta deverá reembolsar a CBF por todas as despesas com logística e arbitragem desde o início da Série B. Em caso de inadimplência, podem ocorrer retenções de cotas de transmissão, premiações e outras sanções previstas no regulamento.

Condições para readmissão

Segundo a ANRESF, a readmissão ao PARF-B fica viável assim que o clube regularizar as pendências trabalhistas e atender aos critérios de elegibilidade exigidos pelo programa. A decisão depende de cumprimento dos requisitos estabelecidos pela agência reguladora.

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