- A Copa do Mundo deste ano reúne atleta s mais velhos, com oito jogadores de 40 anos ou mais; o mais velho é o goleiro Craig Gordon, de 43 anos.
- Patrício Lopes, da Universidade Católica de Brasília, explica que longevidade no alto nível depende de treino aliado a saúde, alimentação, sono e recuperação adequados.
- A diferença entre idade cronológica e idade biológica impacta o rendimento; Cristiano Ronaldo, por exemplo, tem idade biológica cerca de 10 anos mais jovem que a cronológica.
- O pico de performance costuma ocorrer entre vinte e cinco e trinta anos; até quarenta e cinco, a desaceleração pode ocorrer conforme o treinamento e a demanda física.
- A prática esportiva, hábitos diários, uso de tecnologia e avaliação constante ajudam atletas a manter o alto nível, e é possível chegar a níveis masters com cuidados e progressão de carga.
Patrício Lopes, professor e assessor de coordenação da graduação em Educação Física da Universidade Católica de Brasília, falou ao CB.Saúde sobre a longevidade de atletas que disputam a Copa do Mundo. A entrevista destacou hábitos, saúde e fatores biológicos que ajudam atletas acima de 40 anos a manterem desempenho de alto nível. O tema ganhou espaço com a presença de oito jogadores de 40 anos ou mais no torneio.
Segundo o especialista, o segredo não é apenas treinar, e sim um pacote de cuidados que envolve alimentação adequada, sono de qualidade e controle do estresse. Recuperação bem planejada é tão importante quanto o treino, para sustentar a performance com o passar dos anos.
Idade biológica e desempenho
Lopes explica que idade cronológica não basta para medir a performance. A idade biológica, indicada por fatores internos como o comprimento dos telômeros, pode influenciar o rendimento. Em exemplos citados, atletas com boa composição corporal apresentam vantagens competitivas.
Faixa de pico e desaceleração
O entrevistado aponta que o pico de desempenho costuma ocorrer entre 25 e 30 anos. A partir dos 42 ou 45, a desaceleração é comum, variando conforme treino, exigência da função e tratamento da saúde do atleta.
Rotina e hábitos diários
Para a longevidade, o cuidado com hábitos diários é essencial. Sono adequado, alimentação balanceada e manejo do estresse ajudam atletas a manter alto nível por mais tempo, sem depender apenas da intensidade do treino.
Tecnologias e monitoramento
O uso de dados fisiológicos, como frequência cardíaca e resposta ao treinamento, permite ajustar cargas e recuperação. Clubes contam com avaliadores, fisiologistas e dispositivos vestíveis que geram relatórios para orientar a prática.
Participação de jovens e evolução da ciência
Ainda que haja atletas mais jovens atingindo picos elevados, o acompanhamento biológico continua relevante. A ciência evoluiu e facilita decisões sobre continuidade na carreira com base em biomarcadores e avaliações de saúde.
Impacto da prática esportiva na qualidade de vida
Ressalta-se que iniciar atividades físicas na meia-idade pode trazer benefícios reais. O exercício ajuda a manter força, reduzir risco de sarcopenia e melhorar a qualidade de vida, com progressão gradual de carga e intensidade.
Perspectivas para atletas masters
Existem categorias master para quem já foi atleta, para quem continua ativo e para quem está começando. O acompanhamento adequado, com adaptação de carga, é fundamental para a participação em competições de alto nível.
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