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Assistir à Copa do Mundo faz bem ao cérebro, aponta neurociência

Neurociência indica que assistir à Copa no trabalho pode reduzir depressão e fortalecer a coesão, compensando distrações com ganho de produtividade

Assistir aos jogos reduz riscos de depressão e melhora o clima na empresa; prejuízo bilionário com distração pode ser compensado por ganho em produtividade e união das equipes — Foto: GettyImages
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  • A Copa do Mundo de 2026, que começou em 11 de junho e vai até 19 de julho, pode trazer benefícios para a saúde mental e o desempenho profissional, segundo estudo da UKG.
  • Um levantamento com 8 mil trabalhadores em oito países estima perda global de produtividade de US$ 17 bilhões, mas aponta potencial ganho com engajamento e união das equipes.
  • O estudo mostra que 37% dos trabalhadores podem mudar horários por causa das partidas; 27% admitem atrasos, saídas mais cedo ou faltas.
  • Pesquisas indicam que assistir aos jogos pela televisão reduz a depressão e aumenta a sensação de realização; a experiência coletiva fortalece o bem-estar.
  • Experimentos com neuroimagem no Japão mostram que esportes de equipe ativam mais os centros de recompensa do cérebro pelo senso de pertencimento, sugerindo uso estratégico do clima do torneio nas empresas.

A Copa do Mundo de 2026, iniciada em 11 de junho, pode trazer benefícios para a saúde mental e física dos torcedores. O torneio, que vai até 19 de julho, é tema de estudo sobre impactos no ambiente de trabalho e na vida pessoal.

Segundo a consultoria UKG, o evento pode gerar perda global de produtividade estimada em US$ 17 bilhões, mas também pode fortalecer energia e desempenho profissional por meio da interação social entre equipes.

A coluna da Inc. revisita o estudo, que envolve 8 mil funcionários de oito países. O foco é entender como o futebol influencia a rotina, a motivação e a convivência no trabalho.

Resultados da Pesquisa

37% dos trabalhadores disseram que vão alterar horários para acompanhar as partidas. 27% admitem atraso, saída antecipada ou falta ao trabalho. 14% planejam assistir aos jogos escondidos no expediente e 11% trabalham com ressaca.

Dados locais apontam que apenas nos Estados Unidos o prejuízo pode chegar a US$ 11,7 bilhões. Mesmo assim, a pesquisa ressalta ganhos potenciais de engajamento e coesão entre equipes.

Estudos de neurociência ajudam a explicar o efeito. Em 2024, a Anglia Ruskin University analisou 7 mil britânicos e mostrou que assistir a eventos ao vivo aumenta satisfação e reduz sensação de solidão, com impactos positivos na saúde.

Cientistas japoneses usaram neuroimagem para comparar reações a atividades coletivas versus individuais. Resultados indicaram maior ativação de centros de recompensa do cérebro durante esportes de equipe, associada ao sentimento de pertencimento.

Impacto no ambiente de trabalho

Para as empresas, o clima de jogo pode ser aproveitado como ferramenta de engajamento. A publicação enfatiza a importância de equilibrar participação com produtividade, evitando desperdícios de tempo sem prejuízo da coesão.

Especialistas ressaltam que o benefício psicológico do futebol depende de contexto e gestão. O estudo aponta que a união gerada pela experiência compartilhada pode refletir na motivação e na colaboração entre equipes.

A pesquisa conclui que a Copa é uma oportunidade de lazer coletivo em um cenário global, mesmo diante de controvérsias. A recomendação é adotar estratégias que aproveitem o clima esportivo sem comprometer metas corporativas.

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