- A vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti derrubou o consumo de energia no país em até 9,6% em relação ao padrão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
- O menor patamar de carga ocorreu às 23h30, quando a demanda ficou em 73.616 MW.
- ONS mostrou que a queda começou uma hora antes do apito inicial, às 20h30, com cerca de 6.700 MW a menos do que o dia de referência.
- No intervalo, às 22h34, houve uma rampa de 2.279 MW em nove minutos, refletindo o retorno de atividades domésticas.
- Após o fim da partida, aconteceu nova recuperação da carga: às 23h50 houve aumento de 2.420 MW em 17 minutos.
A vitória do Brasil sobre o Haiti, por 3 a 0, na sexta-feira (19), provocou queda expressiva no consumo de energia no país. O recuo registrado foi de até 9,6% em relação ao padrão esperado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Segundo o ONS, a partida alterou drasticamente a demanda elétrica, exigindo ajustes na operação para absorver oscilações ao longo da transmissão. O menor patamar de carga ocorreu às 23h30, com 73.616 MW.
Que houve e quando
A redução começou uma hora antes do apito inicial, às 20h30, quando a demanda já se afastava do comportamento normal em cerca de 6.700 MW, equivalente à carga média do Rio de Janeiro. O movimento ocorreu conforme milhões acompanharam o jogo.
Com a bola em jogo, às 21h30, a queda permaneceu em torno de 7.500 MW abaixo do normal, indicando alta concentração de audiência em frente às telas. O intervalo marcante ocorreu às 22h34, com pico de 2.279 MW em nove minutos, mudança semelhante à carga média do Ceará.
Intervalo e recuperação
Após o intervalo, a demanda recuou novamente ao patamar da noite, repetindo o comportamento observado em Copas anteriores. Ao fim da partida, às 23h50, houve nova recuperação rápida de 2.420 MW em 17 minutos, equivalente à carga média do Maranhão, enquanto os hábitos voltavam ao normal.
A atuação do ONS evidencia como eventos esportivos de grande audiência impactam o consumo de energia. As variações exigem ajustes operacionais para manter estabilidade no sistema elétrico do país.
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