- A FIFA pode barrar a CazéTV de transmitir a Copa do Mundo de 2030, que será na Espanha, Portugal e Marrocos, por conflito de interesses envolvendo a LiveMode e a FFU.
- A LiveMode negocia compra e venda de direitos de transmissão e tem investidores em comum com a FFU, o que aumenta o desconforto da entidade.
- XP Investimentos e General Atlantic atuam como investidores compartilhados entre LiveMode, FFU e CazéTV; em 2023, lideraram consórcio que investiu 2,6 bilhões de reais para direitos dos clubes da FFU.
- A disputa tem componente política no futebol brasileiro, com a CBF promovendo a criação de uma liga nacional única a partir de 2030, reunindo FFU e Libra, o que complica o cenário de direitos.
- A FIFA poderia exigir que a LiveMode cumpra apenas um papel (comprador ou exibidor) ou que haja saída de investidores, como condição para avançar nas negociações da Copa de 2030.
A Fifa pode impedir a CazéTV de transmitir a Copa do Mundo de 2030, marcada para a Espanha, Portugal e Marrocos. O impasse envolve a LiveMode, dona da CazéTV, que negocia direitos de compra e venda de transmissão, e a FFU, associação ligada a clubes. A tensão aparece em relatos de fontes próximas ao caso durante a Copa América nos EUA.
A Fifa analisa alegados conflitos de interesse entre detentor, comprador/vendedor e exibidor de direitos esportivos. A LiveMode é apontada como elo entre a compra e venda de direitos, a CazéTV e a FFU, o que pode complicar as negociações da próxima edição do torneio.
A relação envolve também XP Investimentos e General Atlantic, que atuam como investidores em comum. Em 2023, esse grupo liderou um consórcio que adquiriu 20% dos direitos comerciais de clubes da FFU por 50 anos, por cerca de R$ 2,6 bilhões.
Investidores em comum
Em 2024, General Atlantic e XP investiram na LiveMode, segundo fontes, mantendo participação minoritária. Edgar Diniz, Sérgio Lopes e Casimiro Miguel seguem como pilares da empresa. A FFU representa clubes como Corinthians, Fluminense, Internacional e Vasco, entre outros.
A LiveMode teve papel central na montagem da FFU e atua como agência exclusiva para negociação e gestão de direitos de transmissão. A situação gera percepção de conflito entre FFU, LiveMode e CazéTV, com a FIFA potencialmente exigindo ajuste de papéis na parceria para a Copa 2030.
Implicações para as negociações da Copa 2030
Um cenário possível é a FIFA exigir que a LiveMode assuma apenas um papel, comprador ou exibidor, ou condicionando a parceria para a Copa de 2030 à saída de investidores como General Atlantic e XP. A medida seria dura, segundo relatos de interlocutores no briefing americano.
A CazéTV ganhou força após acordos que reformularam contratos de mídia para ligas nacionais. Em 2022, o acordo com a FIFA abriu espaço para transmissão digital sem exclusividade, viabilizando negócios que incluíram a transmissão da Copa do Catar pela plataforma. A situação atual pode impactar tais estratégias para 2030.
Contexto adicional
A história de direitos de transmissão envolve mudanças significativas no futebol brasileiro, com disputas entre Globo, plataformas digitais e streaming. A CazéTV destaca-se pela capacidade de atuar como exibidor online, ampliando o alcance da competição no país.
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