- A Justiça do Rio afastou Pedrinho e dois conselheiros do Conselho da SAF do Vasco em 23 de junho de 2026; Samantha Longo foi nomeada interventora da SAF.
- Pedrinho continua presidente do Vasco, mas não tem mais poder na gestão da SAF.
- A decisão baseou-se em descumprimento de pedidos de informações e documentos pelo Conselho Fiscal da SAF.
- A SAF do Vasco mantém patrimônio líquido negativo de R$ 647 milhões e gastou R$ 100 milhões em contratações de jogadores em 2026.
- A disputa entre Vasco e 777 Partners envolve venda de setenta por cento da SAF em 2022; uma liminar de 2024 tirou o controle da SAF da 777 e devolveu ao clube associativo.
A Justiça do Rio de Janeiro afastou Pedrinho e dois conselheiros da SAF do Vasco, nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, em uma decisão que mantém o ex-jogador como presidente do clube, porém sem poderes na gestão da empresa. A medida atende a pedido da 777 Partners e foi acatada pela 4ª Vara Empresarial da capital carioca.
Ao lado de Pedrinho, foram afastados Christiano Stockler Campos e Felipe Elias. A advogada Samantha Longo assume como interventora da SAF. A decisão foi divulgada inicialmente pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
A juíza Caroline Fonseca fundamentou o afastamento em constatações do Conselho Fiscal da SAF, que apontou descumprimento de pedidos de informações e documentos. A medida visa reorganizar a governança da empresa ligada ao clube.
Situação financeira da SAF
A SAF do Vasco continua com patrimônio líquido negativo, estimado em R$ 647 milhões, mesmo após processo de recuperação judicial. Em 2026, o clube registrou gastos de aproximadamente R$ 100 milhões em contratações de jogadores.
A tensão entre Vasco e 777 Partners ganhou contornos judiciais desde 2022, quando a empresa adquiriu 70% da SAF. Em maio de 2024, uma liminar devolveu ao clube associativo o controle da SAF, e Pedrinho passou a ter titularidade na gestão.
Contexto e desdobramentos
Desde então, as partes travam uma batalha para definir o futuro societário da SAF. O Vasco busca atrair novos investidores, sustentando que a participação da 777 foi reduzida. A 777 alega seus direitos societários e contesta negociações feitas sem consentimento.
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