- Brasil inicia a contagem regressiva para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, que ocorre em 2027, com um ano pela frente.
- Futebol feminino no país soma 58 milhões de torcedores, com 57% de crescimento recente e interesse de mais da metade da população.
- Lei Geral da Copa (Lei nº 15.421) traz segurança jurídica e institucional, além de favorecer igualdade de gênero e combate à discriminação.
- Amistosos Brasil x Estados Unidos, em junho, acumularam mais de 31 milhões de espectadores nos canais da Grupo Globo; média de TV aberta de 16,3 pontos foi recorde.
- A FSports detém a exclusividade dos direitos de comercialização do futebol feminino da CBF (cycle 2025-2029), com 240 jogos por ano, mais de 60 milhões de espectadores e R$ 321 milhões em valor de mídia.
Nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, o Brasil começou a contagem regressiva para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, a ser disputada no país. O evento é apresentado como marco histórico para o desenvolvimento do futebol feminino na América Latina.
Analistas apontam crescimento expressivo do interesse e do mercado. Atualmente são 58 milhões de fãs no Brasil, incremento de 57% nos últimos anos. Mais da metade da população demonstra interesse pela modalidade.
A busca por conteúdo relacionado ao tema no Google quintuplicou na última década, reforçando a posição do futebol feminino na indústria esportiva nacional. O cenário tem atraído marcas e patrocínios de longo prazo.
Marco legal e investimento
Asanção da Lei Geral da Copa (Lei nº 15.421) assegura segurança jurídica, operacional e institucional para o torneio, além de incorporar princípios de igualdade de gênero e combate à discriminação. Medidas ajudam a ampliar o alcance da modalidade.
Números de audiência refletem o momento. Amistosos Brasil x Estados Unidos, junho, em São Paulo e Fortaleza, tiveram mais de 31 milhões de telespectadores nos canais do Grupo Globo. A Globo registrou 16,3 pontos de média nacional.
O SporTV teve audiência quatro vezes maior que a principal concorrente, e conteúdos ao vivo dominaram o Globoplay. O globoesporte.com registrou crescimento de 26% no tráfego feminino e o YouTube atingiu mais de 2 milhões de views por partida.
Ecossistema e alcance
As competições organizadas pela CBF seguem a tendência. O Brasileirão Feminino tem 58 milhões de torcedores, com 88% deles acompanhando a Copa do Mundo Feminina. Atualmente, o ecossistema soma 240 jogos/ano, com mais de 60 milhões de espectadores.
A FSports, responsável pela exclusividade dos direitos de comercialização do futebol feminino da CBF no ciclo 2025-2029, gerencia a Seleção, o Brasileirão A1, a Copa do Brasil Feminino e a Supercopa, fortalecendo a transmissão e a presença digital.
A presença online também se amplia. Perfis geridos pela FSports somam mais de 380 mil seguidores, com 21,7 milhões de visualizações em maio de 2026. Engajamento entre 5% e 6% supera as médias do setor.
Projeções para 2027
A edição de 2023, na Austrália e Nova Zelândia, consolidou o torneio como um dos maiores do planeta, com cerca de 2 bilhões de pessoas acompanhando globalmente. No Brasil, a Copa foi assistida por 63,2 milhões de brasileiros.
A CazéTV transmitiu os 64 jogos da Copa, gerando cerca de 800 horas de conteúdo ao vivo. O canal atingiu 24 milhões de dispositivos únicos; nos três jogos da Seleção, houve pico superior a 1 milhão de conexões simultâneas.
Brasil entra no intervalo decisivo para consolidar esse crescimento. O objetivo é transformar números expressivos em legado duradouro para a modalidade, com impacto social, cultural e econômico.
A contagem regressiva para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 segue, apontando para uma transformação histórica do futebol praticado por mulheres no Brasil. A evolução é vista como patrimônio do esporte nacional.
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