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Botafogo, Cruzeiro e Goiás exigem mudanças na FFU; Corinthians seria o próximo

Botafogo, Cruzeiro e Goiás exigem revisão das regras da FFU e anunciam saída; Operário já se desligou e Corinthians pode seguir

Operário de Ponta Grossa toma medida mais drástica e anuncia desligamento; decisões são tomadas na esteira de deliberação do Cade sobre possíveis obstáculos impostos por investidor para migração de bloco; SME aponta ‘entendimento incorreto’, e FFU não se manifesta
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  • Botafogo, Cruzeiro e Goiás notificaram a FFU pedindo desligamento caso as regras de saída não sejam revistas; o Corinthians também pode seguir o caminho.
  • Operário de Ponta Grossa anunciou desligamento definitivo e busca recompra de direitos de transmissão; Cade deliberou sobre obstáculos da SME à migração de blocos.
  • Cade determinou que a SME não crie empecilhos para mudanças de blocos, sob pena diária de R$ 250 mil; SME afirma que a decisão não tem efeitos práticos relevantes.
  • Os clubes deram prazo de dez dias para a FFU e a SME apresentarem proposta concreta de alteração das regras de saída, permanência e migração, garantindo o direito de desligamento.
  • A FFU envolve a maioria dos clubes; disputa ganha fôlego com a Libra; há também movimento da CBF pela criação de liga unificada e polêmica recente envolvendo Flamengo e Palmeiras.

O Botafogo, Cruzeiro e Goiás enviaram notificações à FFU pedindo desligamento do bloco comercial caso as regras de saída, permanência e migração não sejam revistas. O Corinthians também pode seguir o mesmo caminho, segundo apuração do Estadão. O Operário de Ponta Grossa comunicou a saída definitiva e busca recomprar direitos de transmissão.

A decisão do Cade sobre possíveis obstáculos impostos por investidores à migração de blocos é o pano de fundo. A SME sustenta que não pode criar empecilhos para mudanças, sob pena de multa diária de 250 mil reais, conforme deliberação inicial do Conselho. A FFU mantém o formato de bloco comercial com clubes da Série A e B.

Os clubes reclamam de barreiras à saída e de impactos sobre o livre desligamento, tema em estudo pelo Cade. O prazo solicitado para a FFU e a SME é de 10 dias para apresentar propostas concretas de alteração e esclarecer como asseguram esse direito, conforme o movimento dos clubes.

Contexto recente e desdobramentos

Operário de Ponta Grossa cita dois problemas discutidos com o bloco: concentração de poder e possíveis manejos financeiros pela SME, além de conflito de interesses na negociação de direitos de transmissão com a LiveMode, associada à CazéTV.

A maioria dos clubes já negocia direitos de transmissão até 2029. Entidades de atletas e federações assinam nota conjunta criticando a estrutura que, segundo eles, subordina interesses econômicos aos de um pool único. A CBF tem discutido a criação de uma liga unificada para o futuro do futebol brasileiro.

Reações e próximas etapas

A SME respondeu por meio de nota à reportagem, dizendo que a decisão do Cade não traz efeitos práticos relevantes e que há entendimento incorreto sobre os fatos. A empresa aguarda esclarecimentos adicionais e acredita que a revisão da decisão é possível após análise integral.

A FFU não divulgou manifestação oficial até o momento. A reportagem aguarda posicionamentos dos clubes citados e da mesa administrativa da liga para esclarecer o andamento das negociações e possíveis desdobramentos contratuais.

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