- Danilo, lateral do Flamengo, e outros nomes apoiam a campanha contra apostas esportivas no Brasil, como a “Block no Tigrinho” da 342 Artes.
- Diego Ribas comentou publicamente o tema após o caso envolvendo Bruno Henrique, mantendo posição contrária às bets.
- Filipe Luís, ex-treinador do Flamengo, já rejeitou ofertas de casas de apostas e enfatizou os danos do vício.
- Na França, Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise recusaram uso não autorizado de imagem em anúncio de aposta.
- O debate aumenta com o projeto de lei Brasil Contra as Bets e dados que apontam 12 milhões de brasileiros com comportamento de risco e mais de 1 milhão com transtorno do jogo.
As casas de apostas tomaram conta do futebol brasileiro, estampando camisas, placas de estádio e intervalos de transmissão. Mesmo com esse domínio, um grupo de jogadores e ex-jogadores elevou a voz contra o setor, abrindo mão de contratos milionários para defender suas posições.
Entre os principais nomes, Danilo, lateral do Flamengo e próximo de Carlo Ancelotti, participou ativamente da campanha Block no Tigrinho, iniciativa da 342 Artes que alerta para o crescimento das apostas. Artistas como Camila Pitanga, Gilberto Gil e Djavan também aderiram à ação.
Diego Ribas, ex-meia do Flamengo, se manifestou após o indiciamento de Bruno Henrique pela Polícia Federal por manipulação esportiva. Em vídeo, ele disse ser contra as bets, ressaltando os riscos do vício e da dependência de ganhos fáceis.
Em defesa dos limites
Filipe Luís, ex-Flamengo, já havia se posicionando contrariamente às apostas quando comandava o clube, após jogo do Brasileirão 2025. O treinador afirmou ter recusado ofertas de casas de apostas, destacando o dano causado a quem aposta.
O debate ganhou repercussão internacional. Mbappé, Dembélé e Michael Olise, da França, criticaram o uso de imagens de atletas em anúncios de casas de apostas sem autorização, segundo a imprensa francesa.
Por que o tema ganha força
A discussão acontece em um momento de alerta público. Uma Frente Parlamentar lançou o projeto Brasil Contra as Bets, com objetivo de proibir anúncios, propaganda e patrocínio de apostas esportivas no país.
Dados oficiais apontam risco: estima-se que 12 milhões de brasileiros apresentem comportamento de risco no jogo e mais de um milhão tenham diagnóstico de transtorno do jogo, segundo levantamentos recentes.
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