- Bangladesh, com mais de cento e setenta e três milhões de habitantes, não disputou Copa do Mundo e ocupa o 180º lugar no ranking da FIFA, mas manifesta grande torcida pelo Brasil e pela Argentina.
- Telões foram instalados em Daca para levar a cultura brasileira à população durante a Copa, em parceria com o ministro do esporte e patrocinadores.
- A paixão pelo Brasil se mostra em ruas, casas e espaços públicos pintados de amarelo, além de horários de trabalho flexibilizados em dias de jogos.
- O Brasil é visto como referência entre jovens, com Neymar sendo citado como maior influência na percepção de futebol no Bangladesh.
- O país tem IDH de 0,685 (130ª posição no ranking da ONU) e é destacado como exportador da indústria têxtil; a iniciativa busca ampliar a relação cultural com o Brasil.
Bangladesh, país do Sul da Ásia com mais de 173 milhões de habitantes, não sediou jogos da seleção brasileira, mas viveu uma onda de apoio ao Brasil nesta Copa do Mundo. Telões em Dhaka reuniram fãs para acompanhar as partidas, incluindo o confronto com o Japão marcado para tarde de segunda-feira.
A explicação mais citada por especialistas e pela comunidade é a brutal distância da seleção bangladeshense em competições internacionais. Com o país ocupando o 180º lugar no ranking da FIFA, o interesse recaiu sobre Brasil e Argentina, que dominam o imaginário futebolístico local.
A paixão pelos brasileiros começou, segundo relatos, ainda na era Pelé. Em Dhaka, escolas, comércios e ruas ganham tons verde e amarelo durante a Copa, com torcedores vestindo camisas amarelas e exibindo o orgulho nacional de forma coletiva.
Origem da paixão pelo futebol
Partes da população descrevem Bangladesh como dividido entre fãs de Brasil e Argentina, uma divisão cultural revelada em festas, rachas familiares e debates acalorados durante os jogos. A convivência entre as torcidas é marcada por momentos de fé no time escolhido.
Para ampliar o alcance, foram instalados telões em Dhaka, com apoio de autoridades esportivas e patrocinadores. A iniciativa visa aproximar o público de baixa renda da experiência de acompanhar a Copa, diante da carência de espaços públicos com infraestrutura.
Participação e impacto social
Relatos locais indicam que o afeto pelo Brasil se tornou uma expressão de orgulho nacional. A mobilização envolve redes de fãs, clubes universitários e comunidades, que promovem atividades culturais ligadas ao futebol durante a competição.
Entre as referências destacadas, nomes de jogadores brasileiros aparecem como símbolos de inspiração para jovens. A presença de conteúdos digitais de origem brasileira também reforça a identificação com o país do futebol.
O fenômeno é observado em diversas cidades, com crianças pintando calçadas e trabalhadores obtendo folgas para assistir aos jogos. A presença de cores verde e amarela, associadas à Seleção, é frequente em espaços públicos e vias urbanas.
Este movimento, segundo fontes locais, não busca apenas o entretenimento, mas a valorização do futebol como ferramenta de convivência social, aprendizado e orgulho esportivo para o povo de Bangladesh.
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