- Existem explicações históricas sobre o uso do termo torcedor no Brasil, diferente de “fan” no resto do mundo.
- Um texto de 9 de novembro de 1917, no jornal Correio da Manhã, descreve as torcedoras que apoiavam Flamengo e Botafogo, associando o termo às mulheres que agitavam lenços e roupas nas arquibancadas.
- Há outra teoria ligada ao Fluminense:, nas duas primeiras décadas do século XX, mulheres que acompanhavam jogos teriam inspirado o uso de “torcedores” e “torcida”.
- O clube Fluminense aponta que Henrique Coelho Netto, escritor, observou as torcedoras e cunhou a expressão, com a frase associada “Enquanto eles jogam, elas torcem”.
- O termo permanece específico do português falado no Brasil, distinguindo-se de “fã” (gosto) para “torcedor” (paixão, sofrimento e envolvimento).
O Brasil usa o termo torcedor para se referir aos fãs de futebol, diferentemente de boa parte do mundo, onde se diz fans. A origem desse vocábulo no Brasil remonta ao início do século XX, ligado a mulheres que acompanhavam jogos no Rio de Janeiro. A discussão envolve relatos de colunistas e histórias de clubes cariocas.
Relatos de jornais da época, como o Correio da Manhã de 1917, descrevem torcidas formadas por mulheres que vibravam com os jogos, usando lenços, luvas e outros adereços. Esses relatos ajudam a entender por que o termo torcedor ganhou notoriedade no Brasil.
Origens e versões
A Câmara de memória do Flu atribui a origem ao Fluminense, em torno de 1910-1920, quando o movimento de torcidas se consolidou no campo da Rua Guanabara. Segundo a instituição, Henrique Coelho Netto notou o comportamento das torcedoras, cunhando a expressão. A ideia envolve o aspecto emocional do torcer.
Outra linha aponta a distância entre torcer e torcer com entusiasmo, associando a linguagem ao vocabulário português do Brasil. Enquanto fãs costumam ser simples admiradores, torcedores expressam envolvimento, nervosismo e sofrimento durante as partidas.
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