- Investimento estimado de cerca de US$ 14 bilhões na preparação da Copa de 2026, realizada por Canadá, Estados Unidos e México.
- Esse valor é bem menor do que os mais de US$ 200 bilhões investidos pelo Catar na Copa de 2022, refletindo diferenças de infraestrutura entre os países.
- A professora Eun Yung Park explica que países com infraestrutura já consolidada precisam investir menos, mas ampliar transporte, hotéis e estádios aumenta os custos.
- A FIFA projeta que a Copa de 2026 movimente cerca de US$ 13 bilhões, enquanto o setor hoteleiro já teme reservas abaixo do esperado.
- O legado vai além da economia e depende de planejamento e transparência; exemplos incluem o Brasil em 2014 e o Estádio Mané Garrincha, além de desafios no Catar em 2022.
A Copa do Mundo exige investimentos bilionários para a preparação de quem sedia a competição. Em 2026, Canadá, Estados Unidos e México estimam gastar cerca de US$ 14 bilhões, valor significativamente menor que o registrado em 2022, no Catar, por razões de infraestrutura mais desenvolvida. O objetivo é ampliar sistemas de transporte, redes hoteleiras e capacidades dos estádios.
Pesquisa feita por Eun Yung Park, da USP, indica um padrão: países com infraestrutura sólida demandam menos recursos. Ainda assim, a necessidade de ampliar transporte e serviços eleva os custos para os países-sede, mesmo quando já há base consolidada.
Retorno que vai além da economia
Eventos dessa magnitude costumam criar expectativas de aquecimento de setores como hotelaria, comércio e serviços. Contudo, Park recomenda cautela na leitura de projeções. As estimativas costumam ficar aquém do esperado historicamente.
Para a Copa de 2026, a FIFA projeta movimentar cerca de US$ 13 bilhões. Mesmo assim, o setor hoteleiro já aponta preocupação com reservas abaixo do esperado. Ainda assim, o impacto internacional pode fortalecer a imagem do país e estimular o turismo nos anos seguintes.
Mesmo quando o retorno financeiro não é imediato, o impacto positivo inclui maior visibilidade internacional, que facilita investimentos futuros e aumenta o interesse turístico. Segundo a pesquisadora, esse ganho não aparece diretamente no PIB, mas é real.
O legado depende do planejamento
A edição de 2014, no Brasil, ficou marcada por críticas à priorização do evento sobre saúde, educação e transporte público. Sem planejamento adequado, recursos destinados ao megaevento podem não gerar benefícios duradouros para a população.
Park destaca a necessidade de transparência na aplicação de recursos públicos. Acompanhar gastos, financiadores e benefícios efetivos é essencial para evitar que obras não alcancem a população após o torneio.
Casos de elefantes brancos, como o Estádio Mané Garrincha, evidenciam a dificuldade de aproveitar plenamente a infraestrutura criada. Situações semelhantes, sob diferentes contextos, ressaltam a importância de planejamento e uso eficiente dos ativos gerados pela competição.
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