- Fãs em Bangladesh vestem a camisa da seleção brasileira e acompanham jogos da Copa do Mundo de 2026 em telões; cenas de reverência viralizaram, com até o presidente da Fifa, Gianni Infantino, compartilhando vídeos.
- O embaixador do Brasil em Daca estima que entre 80 milhões e 100 milhões de bengalis torcem pelo Brasil, mais da metade dos 178 milhões de habitantes do país.
- A paixão acontece mesmo com Bangladesh não ter destaque no futebol (181º lugar no ranking da Fifa); eleitores destacam que o futebol é visto como uma conexão emocional com o Brasil.
- Os recursos das festas vêm dos torcedores, especialmente estudantes, que financiam telões, estruturas e alimentação; o governo oferece apenas autorização e apoio institucional.
- No Líbano, carreatas e buzinaços celebram a seleção, impulsionados pela comunidade libanesa no Brasil; eventos semelhantes ocorrem no Paquistão, na Índia e na Indonésia.
O fenômeno de paixão pela seleção brasileira se espalhou por países como Bangladesh e Líbano, viralizando em redes sociais. Em Bangladesh, milhares vestem a amarelinha e acompanham jogos em telões ao ar livre. No Líbano, caravanas e buzinaços também demonstram apoio à equipe brasileira.
Paulo Feres, embaixador do Brasil em Daca, estima que entre 80 milhões e 100 milhões de bengalis torçam pela seleção, parte de uma população de cerca de 178 milhões. O país ocupa a 181ª posição no ranking da Fifa, o que explica o apego a grandes seleções.
Em Bangladesh, o apoio começou a ganhar mais força na Copa do Mundo de 2022, no Catar, segundo o embaixador. Ainda que o críquete seja o esporte dominante, fãs se reúnem para acompanhar a seleção, com celebrações em espaços abertos, sem bares por restrições culturais.
Bangladeshi fans e a origem
Os torcedores costumam financiar telões, estruturas e alimentação, com participação de estudantes universitários. Malik Robin Mia, empresário e influenciador, é um dos organizadores e criadores da página CBF Bangladesh, que soma mais de 65 mil seguidores. Ele afirma ser torcedor do Brasil até a morte.
A relação do povo bengali com o Brasil vem de décadas, associada à era de Pelé. Mujibur Rahman, figura histórica, era admirador do jogador e teria promovido a leitura de biografias de Pelé no país. Para Feres, a conexão é histórica e se ampliou com a internet.
Md. Akteruzzaman Bappy, torcedor, destaca a arte e o ritmo da seleção. Segundo ele, cidades e vilarejos adornaram casas, ruas e telhados, unindo pessoas de diferentes classes em torno do Brasil.
No Líbano, igualmente intenso
No Líbano, as celebrações são marcadas por carreatas, sinalizadores vermelhos no céu, foguetes de artifício e vultos de vuvuzelas. A grande comunidade de origem libanesa no Brasil aproxima os torcedores, que dividem o entusiasmo entre seleções brasileiras e alemã, a outra referência atual.
A Feira Internacional Rashid Karami, em Trípoli, recebe exibições de jogos da Copa, refletindo o apoio local ao Brasil. Em cidades do norte, arenas com mil lugares reproduzem a atmosfera de estádio, com organização privada e participação comunitária.
Países como Paquistão, Índia e Indonésia também demonstram fenômenos semelhantes: o futebol funciona como linguagem universal, e a seleção brasileira é um dos seus sotaques mais reconhecíveis, unindo torcedores em diferentes territórios.
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