- Brasil foi eliminado pela Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026; Haaland fez dois gols e Neymar descontou.
- O ciclo de preparação foi marcado pelo improviso e pela falta de planejamento, com troca de treinadores ocorrendo após a saída de Tite.
- Carlo Ancelotti chegou à Seleção apenas no fim de maio de 2025, deixando pouco tempo para implementar um modelo de jogo.
- Crise política na CBF, com a destituição de Ednaldo Rodrigues, aumentou a sensação de desorganização institucional.
- Observa-se necessidade de reformas estruturais: profissionalização da gestão, revisão da política interna e investimento na base para 2030.
O Brasil foi eliminado precocemente na Copa do Mundo de 2026, perdendo para a Noruega nas oitavas de final. Erling Haaland marcou os dois gols que decretaram a saída brasileira; Neymar descontou, mas não evitou a derrota. O resultado acentuou críticas ao planejamento da equipe e à gestão da CBF.
O ciclo que levou a 2026 ficou marcado pelo improviso e pela ausência de planejamento claro. Mesmo com anúncio de saída de Tite após 2022, a escolha do novo treinador demorou. Ramón Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior passaram pela seleção sem um consenso definitivo.
Crise institucional na CBF
A situação ganhou contornos de crise política interna. A reeleição e a destituição de Ednaldo Rodrigues aumentaram a percepção de desorganização. Em meio ao cenário, a CBF confirmou Carlo Ancelotti como treinador, mas ele só assumiu no fim de maio de 2025, a menos de um ano da Copa.
Ancelotti era visto como a melhor opção no papel, mas chegou sem tempo suficiente para conhecer a cultura brasileira e estruturar um modelo de jogo. A falta de ciclo completo de preparação gerou pressão e limites para ajustes.
Caminho para a reformulação
A eliminação expõe a necessidade de mudanças estruturais no futebol brasileiro. A profissionalização da gestão da CBF e uma revisão da política interna aparecem como pilares. Investir na base, com foco técnico, tático e mental, também é apontado como essencial.
Olhando para 2030, especialistas destacam a importância de planejamento de longo prazo, inspirado em modelos que já trouxeram resultados positivos no futebol europeu. A ideia é recuperar protagonismo sem depender de soluções rápidas.
Desafios e próximos passos
A pergunta central é se dirigentes aceitarão reformas profundas sem interferência política. Mais do que trocar treinadores, o desafio é implementar um planejamento estável para o longo prazo. Sem mudanças estruturais, o risco é repisar crises antigas.
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