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As Borboletas do Velho Chico: estudo revela impactos no ecossistema

Corrida de canoas à vela no Baixo São Francisco revela tradição e técnica, fortalecendo identidade ribeirinha e atrativos culturais da Ilha do Ferro

As "Borboletas do Rio São Francisco" Pão de Açúcar - Ilha do Ferro (AL), 2025
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  • A corrida de canoas à vela ocorre entre os municípios de Pão de Açúcar e Ilha do Ferro, numa distância de cerca de quinze quilômetros.
  • As embarcações são canoas estreitas com uma ou duas velas, chamadas de panos, e costumam levar de um a seis tripulantes, conforme a categoria.
  • Existem categorias distintas: canoas de casco longo com duas velas e canoas menores, de uma vela, com casco estreito ou largo.
  • Os tripulantes mantêm o equilíbrio da embarcação pendurados no mastro, movem o peso conforme o vento e obedecem às manobras do comandante.
  • O evento destaca a tradição ribeirinha, a celebração comunitária e o conhecimento prático das águas do São Francisco.

Depois de 3h30 de viagem, percorri 250 km pela estrada do sertão até chegar à Ilha do Ferro, às margens do Rio São Francisco. O trajeto partiu de Maceió, seguindo pela região árida até o encontro com o espelho d’água do rio.

Ao longo do percurso, a terra seca contrasta com a vegetação resistente e as palmeiras altas. A cidade recebe esse nome pela proximidade com uma ilha antiga, mapeada por portugueses. O motivo exato do nome permanece incerto, mas o conjunto histórico foi tombado como patrimônio cultural em 2017.

A Ilha do Ferro atrai artesãos e bordadeiras, com uma cooperativa local de destaque. A hospedagem na Rua Principal, na Casa Zabilinha, preserva a arquitetura tradicional e é ponto de referência para visitantes.

A Corrida de Canoas à Vela

A competição ocorre entre os municípios de Pão de Açúcar e Ilha do Ferro, num trajeto de cerca de 15 km. A prova é realizada em barcos de vela, com equipagem que varia conforme o tamanho da canoa.

As embarcações são montadas com um grande mastro e uma ou duas velas, conhecidas como panos. As velas são grandes em relação ao casco, acionando uma navegação sensível aos ventos locais. Os tripulantes trabalham para manter o equilíbrio, movendo o peso conforme as correntes e o vento.

Antes da largada, equipes técnicas medem e classificam as canoas em categorias, chamadas de páreos. Canoas grandes, com duas velas, costumam ter entre 5 e 6 tripulantes. Canoa Evellyn Eloisa, de 11,40 m, tem área velica de 90 m² e leva seis remadores.

Há também canoas de uma vela, menores, com 1 ou 2 participantes, divididas entre casco estreito e casco largo, usados para competição e para pesca, respectivamente. O percurso é cumprido em pouco mais de uma hora, com chegada marcada por uma festa local no desembarque.

Assistir de perto à montagem das velas e às manobras, embaladas pelos cantos dos participantes, revela uma tradição que mistura técnica, conhecimento do rio e cultura fotográfica dos moradores. Em cada edição, o evento reitera a relação entre comunidade, natureza e saberes populares.

Esta jornada reforça o orgulho de reconhecer saberes locais como parte essencial da identidade brasileira, sob a lente de quem registra a região com respeito e precisão.

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