- Tamara Klink, de 28 anos, lança o quinto livro Bom dia, Inverno, pela Companhia das Letras, com lançamento previsto para maio, e vestiu a primeira coleção feminina da Dior assinada por Jonathan Anderson, em Honfleur, França.
- Ela passou oito meses no mar congelado do Ártico, tornando-se a primeira mulher a invernar sozinha nos polos, e, em 2025, completou a Travessia do Noroeste da Groenlândia ao Alasca, sendo a mulher mais jovem e a primeira pessoa da América Latina a fazê-lo sozinha.
- Em 2020, cruzou o Atlântico em um barco de oito metros, sem o apoio do pai, Amyr Klink, que a incentivou a buscar autonomia.
- Foi premiada com o Young Voyager Award, da Cruising Club of America, no New York Yacht Club, e afirma que deseja inspirar mais meninas brasileiras a sonhar grande no mar.
- A velejadora afirma que, na terra, o risco costuma ser maior para mulheres do que no mar, e que a experiência de navegação reforça a valorização de coisas simples e da autonomia.
Tamara Klink, 28, é destaque da marinha brasileira e lança seu quinto livro. Ela relata os ventos, as longas ausências e as descobertas feitas em viagens extremas, apresentando uma visão objetiva sobre o que vive no mar e no retorno à vida terrestre.
A velejadora paulistana descreve conquistas como o inverno solo no Ártico entre 2023 e 2024, tornando-se a primeira mulher a invernar sozinha nos polos. Em 2025, completou a Passagem Noroeste, entre Groenlândia e Alasca, como a mais jovem mulher a fazê-lo sozinha.
O livro Bom dia, Inverno, com lançamento pela Companhia das Letras em maio, reúne relatos sobre o esforço, o isolamento e o modo como o corpo e a mente respondem a condições extremas. Tamara já havia cruzado o Atlântico em 2020, em um barco de 8 metros.
Ela comenta ter enfrentado críticas e reconhecimento. Na França, posou para a Dior, vestindo a primeira coleção feminina da marca para Jonathan Anderson. Em Los Angeles, recebeu o Young Voyager Award da Cruising Club of America.
Tamara afirma que o risco é relativo ao cotidiano. Em entrevistas, reforça que o maior desafio está na vida externa, enquanto a percepção de risco muda conforme o ambiente. Ela ressalta a importância da autonomia e da educação de gerações futuras.
Entre as motivações, a velejadora cita o aprendizado contínuo, o sonho infantil de navegar e a ideia de amar as coisas difíceis, citando Rilke. Ela também destaca a relação com a família, incluindo as influências do pai, Amyr Klink, e da mãe, Marina Bandeira Klink.
A autora detalha mudanças na alimentação durante as viagens, com início vegano na França e adaptações na Groenlândia, onde a pesca passou a compor a dieta para manter a autonomia do barco. Tamara relata como a sobrevivência molda hábitos simples do dia a dia.
Sobre as mudanças climáticas, ela compara a passagem com a de Roald Amundsen, destacando gelo menos estável e menor tempo de espera. As experiências fortalecem a visão de que a prática leva a entender o mínimo necessário para manter a vida a bordo.
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