- Pessoas que praticam atividades físicas apenas nos fins de semana têm até o dobro de risco de lesões musculares e articulares em comparação com quem treina regularmente, conforme estudo publicado no British Journal of Sports Medicine.
- As diretrizes do American College of Sports Medicine indicam entre 150 e 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana, além de pelo menos dois dias de fortalecimento muscular.
- A principal causa das lesões é o baixo condicionamento; é preciso preparar o corpo de forma global, fortalecendo especialmente pernas e core para melhorar estabilidade e proteger as articulações.
- O aquecimento antes do treino é essencial; o alongamento é mais eficaz após a atividade, quando o corpo já está aquecido.
- A recuperação envolve alimentação adequada, hidratação e sono de qualidade; sinais como tontura, respiração irregular, dor persistente ou fadiga extrema exigem interrupção da atividade e avaliação profissional.
O hábito de treinar apenas nos fins de semana pode elevar o risco de lesões. Pesquisas indicam que pessoas que praticam atividades físicas de forma esporádica e intensa apresentam até o dobro de probabilidade de sofrer lesões musculares e articulares em comparação com quem mantém uma rotina regular.
Estudos publicados no British Journal of Sports Medicine sustentam esse alerta. Segundo as diretrizes do ACSM, o ideal para saúde cardiovascular e muscular é entre 150 e 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana, somados a pelo menos dois dias de fortalecimento muscular.
Especialistas destacam a importância de preparo físico contínuo para evitar contratempos. O foco deve ser uma base sólida que permita suportar cargas maiores de esforço, com fortalecimento de pernas e core para melhorar estabilidade e proteção articular.
Preparação global
A principal causa de lesões é o condicionamento insuficiente. A prática regular de treino ajuda a manter a musculatura em equilíbrio e reduz o risco de sobrecargas, especialmente em quem costuma encarar treinos longos sem preparo prévio.
O aquecimento antes da atividade é vital para ativar músculos e circulação, enquanto o alongamento tende a ser mais eficaz no pós-treino, com o corpo já aquecido. Essa rotina facilita a adaptação do corpo a tarefas mais exigentes.
Nutrição e recuperação
A recuperação depende de alimentação, hidratação e sono de qualidade. A FAO aponta o pescado como fonte de proteína de alto valor biológico, rico em ômega-3, vitamina D, B12, iodo e selênio, contribuindo para a regeneração muscular.
Para quem tem agenda apertada, a prática de refeições simples facilita a adesão a uma dieta equilibrada. O pescado, aliado a saladas e legumes, é uma opção prática e completa após atividades mais intensas.
Sinais de alerta e orientação
A recuperação não acontece apenas com alimentação. A hidratação adequada e o sono de qualidade também são essenciais. Sintomas como tontura, respiração descompensada, dor persistente, fadiga extrema ou dificuldade motora devem ser avaliados.
Nesses casos, a recomendação é interromper a atividade e buscar orientação de um profissional de educação física para avaliação inicial. Se os sintomas persistirem, é necessário procurar atendimento médico especializado.
Entre na conversa da comunidade