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Marchador campeão mundial comenta patrocínio: subi ao pódio descalço

Campeão mundial da marcha desabafa sobre patrocínio: subiu ao pódio descalço em Tóquio pela ausência de patrocinador de tênis

O canadense Evan Dunfee mostra a medalha de ouro dos 35km da marcha atlética no Mundial de Tóquio 2025
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  • O canadense Evan Dunfee, campeão mundial dos 35 km, está em Brasília para o Mundial por Equipes de marcha atlética.
  • Em entrevista, ele falou sobre a remuneração dos marchadores, contando que subiu ao pódio em Tóquio descalço por não ter patrocinador de tênis; o ouro em Tóquio rendeu US$ 70 mil.
  • Dunfee conquistou o ouro no Mundial de Atletismo de 2025 nos 35 km, vencendo com Caio Bonfim a apenas 33 segundos de diferença.
  • Ele, que se recupera de uma ruptura nos isquiotibiais, também atuará como treinador de jovens atletas da equipe do Canadá.
  • O atleta retorna ao Brasil pela primeira vez desde os Jogos do Rio de 2016, destacando o aprendizado com a experiência olímpica e o apoio da comunidade.

Evan Dunfee, atleta canadense da marcha atlética, está em Brasília para o Mundial por Equipes. Durante entrevista coletiva neste sábado (11), ele tratou da remuneração dos marchadores e relembrou a conquista de 2025, quando venceu os 35 km no Mundial de Atletismo. O ouro mudou a vida do atleta.

O canadense ficou conhecido por subir ao pódio descalço em Tóquio 2025, por não ter patrocínio específico para tênis. O prêmio pela vitória na prova individual foi de US$ 70 mil, valor que, segundo Dunfee, impactou a sua carreira de forma significativa.

Caio Bonfim, brasileiro, acabou 33 segundos atrás dele naquela final, e os dois mantêm uma relação de rivalidade antiga. Dunfee indicou que, nos momentos finais, olhou para o fim da corrida para ver a posição do adversário. Ambos disputam as principais competições desde 2007.

Retorno ao Brasil

Dunfee retorna ao Brasil pela primeira vez desde os Jogos Olímpicos do Rio 2016, evento que ele descreveu como decisivo para a sua visão sobre o esporte. Na época, terminou em quarto; o bronze foi concedido após disputa e recurso japonês. O canadense segue em recuperação de lesão muscular.

Além da performance, o atleta passará a atuar como treinador de jovens da delegação canadense, ampliando a participação no desenvolvimento da marcha no país. Sobre o momento atual, ele afirmou que o objetivo é avaliar o que o corpo permite e manter a participação estável na competição.

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