- Becky Pepper-Jackson, estudante da Bridgeport High School, está no centro de um caso histórico antes da Suprema Corte dos EUA sobre a participação de atletas trans em esportes femininos.
- Atualmente no segundo ano do ensino médio, ela concentra-se no esporte e teme que esta possa ser sua última temporada, dependendo da decisão sobre a lei de West Virginia que separa competições por sexo biológico.
- Pepper-Jackson iniciou a ação em dois mil e vinte e um contra a lei estadual que proíbe atletas trans de competir em esportes femininos em escolas e universidades; a Suprema Corte permitiu que ela continue competindo em escola de ensino fundamental enquanto a ação tramitava.
- A Suprema Corte, com maioria conservadora, sinalizou possíveis decisões favoráveis às leis que barram atletas trans; o veredito deve sair no começo do verão.
- O apoio principal vem da mãe, Heather Jackson, e da defesa de West Virginia, que sustenta que a lei não exclui pessoas, apenas define competição por sexo biológico.
Becky Pepper-Jackson, de Bridgeport, West Virginia, está na pista de lançamento de disco da sua escola, mirando uma temporada de atletismo ainda neste ano. A jovem de 16 ou 17 anos pode enfrentar o que pode ser seu último semestre caso a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre atletas trans afete sua participação em esportes femininos.
Pepper-Jackson tornou-se peça central de um processo histórico, relacionado a leis que restringem atletas trans em competições femininas. O estudo de caso ocorre em meio a debates nacionais sobre inclusão e igualdade de gênero nas escolas e universidades.
Ela se concentra na temporada estadual de atletismo de West Virginia, buscando melhorar colocação após ter ficado em terceiro no estado no ano anterior. Mesmo diante da pressão externa, a atleta mantém o foco na prática e nos colegas de equipe.
Caso na Suprema Corte
A Suprema Corte analisa, neste verão, a legalidade de leis estaduais que impedem transgêneros de competir em equipes femininas. Em 2023, o tribunal autorizou Pepper-Jackson a continuar competindo em meio ao processo. O veredito pode manter ou alterar o cenário atual.
O caso de Pepper-Jackson é o único de uma atleta trans que busca competir no ensino médio no estado. Se a decisão favorecer as leis, a temporada atual pode representar sua despedida das competições femininas, segundo representantes jurídicos e especialistas.
Apoio e trajetória
A mãe de Becky, Heather Jackson, é uma das maiores apoiadoras e acompanha a rotina de treinos. A família descreve a jovem como determinada, enfrentando críticas sem deixar a prática esportiva.
Pepper-Jackson passou por tratamento de supressão hormonal durante a puberdade, segundo a ACLU, e optou por seguir no time feminino desde o início da adolescência. Além do atletismo, a jovem pretende estudar música na faculdade e atuar como regente.
Outras atletas trans que alcançaram destaque nacional também são mencionadas para contextualizar o debate. Movimentos de apoio à participação de trans em esportes, porém, seguem em curso em diferentes estados, com impactos no regulamento de competições.
AP jornalistas acompanharam o caso de perto, destacando a atuação da jovem, a posição do estado e as opiniões divergentes da sociedade sobre a participação de atletas trans em esportes femininos.
Entre na conversa da comunidade