- Gustavo Ziller, ex-publicitário de 52 anos, lançou o livro Escalando Sonhos, sobre sua vida de montanhista após sofrer burnout em 2012.
- Em 2012 ele pesava 108 quilos e teve desmaio no trânsito; diagnóstico de burnout levou a pausa na publicidade e a mudanças na saúde.
- De 2013 a 2026 participou de dezenove expedições e escalou mais de quarenta montanhas, incluindo Annapurna (2013) e Everest (2021), a mais alta do mundo.
- No livro ele valoriza o caminho e os aprendizados, como começar pequeno, não pular etapas e usar a montanha como pedagógica, com o Everest sendo belo, extremo e desafiador.
- O objetivo futuro é a Pirâmide Carstensz, na Oceania, e ele passou a adotar autocuidado, terapia e um trabalho com mais critério e menos automatismo.
Gustavo Ziller, ex-publicitário mineiro, aos 52 anos, escalou o Everest e lança o livro Escalando Sonhos, sobre sua trajetória após sofrer burnout. A publicação chega após uma década de mudanças profundas na vida do entrevistado.
Em 2012, Ziller pesava 108 kg e sofreu um desmaio no trânsito em São Paulo. Diagnóstico: burnout, com sono constante e exaustão. O episódio levou o publicitário a interromper a carreira e repensar hábitos e prioridades.
Um encontro com um amigo de escola dos filhos mudou o rumo. O amigo convidou para acompanhar expedição ao Everest, caso ele aceitasse tratar a saúde. O episódio tornou-se ponto de virada para a nova fase de vida do mineiro.
Trajetória e aprendizados
Entre 2013 e 2026, Ziller integrou 19 expedições e escalou mais de 40 montanhas. No livro, ele descreve apenas duas jornadas: Annapurna (8.091 m) em 2013 e Everest (8.848 m) em 2021, com base em seus diários de viagem.
Duas expedições aparecem como mais desafiadoras. Em 2020, no Nepal, ouviu relatos sobre a pneumonia que se espalhava a partir de Wuhan, o que influenciou a percepção de risco e planejamento. Ele destaca a importância de prudência e preparação.
Reflexões sobre o caminho
O autor enfatiza que recuar pode ser necessário para continuar. A ideia central é que o percurso, não apenas o topo, define a experiência. O livro dialoga com conceitos de ritmo, pausas e limites como parte da expedição.
Sobre o próximo objetivo, Ziller mira a Pirâmide Carstensz, na Papua, Nova Guiné, com 4.884 metros. Ele vê o projeto como continuidade do processo de autoconhecimento iniciado após o burnout.
E como ficou o trabalho hoje? O foco é menos automatismo e mais critério. A prática esportiva passou a ser autocuidado, aliada à terapia, para evitar recaídas e manter a saúde em equilíbrio.
Sobre o livro
Escalando Sonhos, pela Vestígio, reúne vivências que extrapolam a performance esportiva. O relato enfatiza a importância de enfrentar dificuldades com planejamento, respeito aos limites e atenção ao bem-estar.
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