- O cavaleiro Simon Delestre é acusado pelo dono do cavalo Couletto de vender sêmen congelado do animal sem autorização, mesmo após a morte do garanhão em 2020.
- Daniel Pagès, proprietário de Couletto, diz ter descoberto a venda de “palhetas” do animal em sites e redes sociais e indica que congelou sêmen em 2011 para inseminações.
- Pagès comprou Couletto em 2008 por oitocentos mil euros e afirma não ter autorizado o armazenamento ou a venda de doses em um segundo laboratório.
- Em março de 2023, Delestre reconheceu que uma sociedade agrícola vendeu algumas inseminações para evitar que o material fosse destruído por falta de pagamento ao laboratório.
- A disputa tramita na Justiça: em agosto de 2024 o juiz determinou a entrega de documentos; em março de 2026 o tribunal de Metz considerou falhas na entrega, fixou multas e manteve consequências financeiras para a sociedade agrícola, Delestre e a esposa, que recorreram.
O cavaleiro Simon Delestre, medalhista de bronze por equipes em Paris-2024, é acusado de vender sêmen congelado do cavalo Couletto sem autorização do proprietário. A denúncia envolve uso indevido do material genético, após a morte do garanhão em 2020.
Daniel Pagès, dono de Couletto, afirma que o material continuou a ser comercializado mesmo após a morte do animal. Segundo ele, telas de venda apontam que as “palhetas” estavam à venda em sites e redes sociais, o que ele desconhecia até tomar conhecimento da prática.
Pagès comprou Couletto em 2008 por cerca de 800 mil euros e iniciou o armazenamento de sêmen em 2011 para inseminações artificiais. A defesa de Delestre sustenta que o material poderia ter sido armazenado em laboratórios diferentes por cada parte, autorizando a venda de suas respectivas porções.
Processo e desdobramentos
Alega-se que Delestre não autorizou o armazenamento de doses em um segundo laboratório, e que Pagès também não autorizou a venda do material a terceiros. Em mensagens, Delestre reconheceu que uma sociedade agrícola vendeu algumas inseminações para evitar perdas, com a ideia de quitar dívidas.
A denúncia foi para a Justiça, e, em agosto de 2024, um juiz determinou que Delestre entregasse faturas, extratos, e-mails e registros ligados a Couletto. A decisão foi emitida quatro dias após a conquista do bronze olímpico.
Em março de 2026, o tribunal de Metz verificou falhas na entrega de documentos e aplicou multas. A sociedade agrícola, Delestre e a esposa foram condenados a pagar 18.200 euros e 27.300 euros, respectivamente, com nova multa diária de 350 euros até a apresentação dos documentos. Os envolvidos recorreram.
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