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Seis modos pelos quais seu smartwatch pode enganar você

Smartwatches enganam em métricas-chave: calorias, passos, frequência cardíaca, sono e recuperação nem sempre refletem a realidade, levando a treinos inadequados

Dispositivos não mensuram a maioria das métricas apresentadas diretamente, e muitas das mais comuns e usadas são apenas estimativas, o que faz com que não sejam tão precisas quanto se imagina. Solen Feyissa/Pexels
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  • Relógios e outros rastreadores não são totalmente precisos: muitas métricas são estimativas, não medições diretas.
  • Calorias queimadas podem variar em mais de vinte por cento, o que pode influenciar a alimentação e o desempenho.
  • Contagem de passos tende a subestimar por cerca de dez por cento, especialmente em atividades com pouco movimento dos braços.
  • Frequência cardíaca estimada fica menos confiável em exercícios intensos, o que pode afetar a definição de zonas de treino.
  • VO₂max é apenas uma estimativa: pode superestimar em pessoas menos ativas e subestimar as mais ativas; sono e recuperação também têm limitações, devendo acompanhar como você se sente e como performa.

Os relógios inteligentes nem sempre correspondem à realidade do corpo. Pesquisas e especialistas apontam que, ao longo de várias métricas, as leituras podem divergir do que realmente ocorreu durante um treino. Em especial, resultados diários podem não refletir o desempenho real.

O uso de wearables tem ganhado espaço há quase uma década, com milhões de usuários. Esses aparelhos influenciam como encaramos saúde, calorias, recuperação e preparo para novas atividades.

Calorias queimadas

Os aparelhos costumam estimar o gasto energético com variações acima de 20%. Erros variam conforme a atividade, com impactos maiores em treino de força, ciclismo e HIIT. Desvios podem levar a ajustes alimentares inadequados.

Contagem de passos

A precisão da contagem de passos é relativa. Em condições normais, pode haver subestimação de cerca de 10%. Movimentos reduzidos ou atividades que envolvem pouco balanço de braço reduzem ainda mais a precisão.

Frequência cardíaca

Sensores detectam o pulso pelo fluxo sanguíneo no pulso. Em repouso e atividades leves, a leitura é mais confiável; em esforço intenso, tende a oscilar. Fatores como suor, ajuste do relógio e pele influenciam os resultados.

Monitoramento do sono

A pontuação de sono normalmente é baseada em movimentos e frequência cardíaca. A identificação dos estágios pode ser imprecisa em comparação à polissonografia, que é realizada em laboratório. Ainda assim, o relógio pode indicar sono de qualidade duvidosa.

Pontuação de recuperação

Muitas plataformas combinam variabilidade da frequência cardíaca e sono para gerar uma pontuação de recuperação. Como a HRV é estimada pelo pulso, há margem de erro. Resultado: leitura pode não sinalizar com precisão o nível de prontidão para treinos.

VO₂max

A métrica de VO₂max, indicadora do condicionamento máximo, é estimada a partir de batimentos cardíacos e movimento. Em geral, tende a superestimar em pessoas menos ativas e subestimar as mais ativas, não refletindo necessariamente a aptidão real.

O que fazer diante das leituras

Dados de wearables ajudam a observar tendências ao longo do tempo, mas flutuações diárias não devem ser levadas como verdades absolutas. O ritmo de treino, desempenho e recuperação devem ser avaliados com base no bem-estar e na sensação do atleta.

Especialista destaca: usuários devem considerar o relógio como guia, não como veredito diário. O equilíbrio entre sensação corporal, desempenho e qualidade de recuperação oferece informação adicional relevante para o treino.

Nota do autor: o texto não substitui orientação de profissionais de saúde ou de educação física.

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