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Ativação de glúteos na corrida: por que e como fazer

Ativação de glúteos na corrida aumenta estabilidade do quadril, reduz compensações e diminui desgaste nas articulações

Exercícios de ativação de glúteos é importante para quem corre
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  • A ativação de glúteos prepara o quadril para estabilizar a passada, reduzindo o impacto e ajudando a manter o alinhamento das pernas durante a corrida.
  • Sem recrutamento adequado, o joelho recebe mais peso e outras estruturas compensam, aumentando o risco de lesões por sobrecarga.
  • Alongamento antes de correr não substitui a ativação; alongamento estático pode até elevar o risco de lesão, enquanto a ativação funciona como proteção.
  • Um aquecimento curto, de cinco a dez minutos, já é suficiente se incluir movimentos com elásticos (minibands), ponte de glúteo e clamhell, finalizando com corrida bem leve de dez minutos.
  • A prática deve ser adaptada a cada pessoa; sinais de ativação inadequada incluem joelho que tende a cair para dentro e passada pesada, com cansaço precoce nas coxas.

A corrida de rua tem ganhado espaço como prática saudável, atraindo novos adeptos diariamente. O impacto a cada pisada pode chegar a três vezes o peso do corredor, exigindo estabilização da estrutura corporal para o próximo passo.

A ativação de glúteos passou a ser regra para amadores, não apenas para atletas profissionais. Preparar o músculo e a mente antes de correr ajuda a evitar fadiga precoce e melhora a estabilidade do quadril durante a passada.

Especialistas consultados destacam que o quadril é o centro de comando do movimento. Glúteos bem recrutados mantêm o alinhamento da perna ao tocar o chão, reduzindo o risco de lesões por sobrecarga.

O peso do impacto e a sobrecarga nos joelhos

A indisposição muscular na região do quadril, comum entre quem passa horas sentado, tende a comprometer o recrutamento dos glúteos ao iniciar o treino. Sem essa ativação, outras estruturas compensam, especialmente o joelho.

A falha de recrutamento transfere parte do peso para áreas mais frágeis, elevando a pressão na frente do joelho e gerando dor na região. O desalinhamento também pode afetar a lateral da coxa e o tendão de Aquiles.

Profissionais indicam que ignorar a ativação aumenta o risco de lesões graves por sobrecarga. Com o tempo, a prática pode comprometer a estabilidade do quadril e a eficiência da corrida.

Distinguir alongamento de ativação

Muitos confundem alongamento com preparação muscular. Alongar estica a musculatura para aumentar a flexibilidade, enquanto a ativação prepara e tensiona o músculo para gerar força e estabilizar o corpo.

Especialistas alertam que alongamentos estáticos antes de correr podem ser inúteis ou até perigosos para as fibras. Treinos de flexibilidade devem ocorrer em momentos distintos do treino de corrida.

Como fazer a preparação sem aparelhos

Uma rotina de 5 a 10 minutos antes da corrida já é suficiente. O foco é manter controle corporal e estimular o sistema nervoso para o esforço que vem pela frente. Movimentos simples, com minibands, são eficazes e econômicos.

A sequência sugerida começa com caminhada lateral usando o elástico, seguida pela ponte de glúteo e pelo exercício de abrir a perna deitado de lado, o clamshell. Repetições variam entre 10 e 15 para cada perna, antes de uma corrida leve de 10 minutos.

Nilson Santos ressalva que a prática deve ser adaptada a cada pessoa, respeitando limitações físicas. Os sinais de que a ativação está adequada surgem durante o deslocamento, com ausência de dor aguda ou sensação de peso excessivo na passada.

Sinais comuns de falha na ativação incluem joelho que desvia para dentro ao tocar o chão, balanço excessivo do quadril e sensação de passada pesada. Em decorrência, o corpo pode transferir carga para outras regiões, favorecendo cansaço precoce.

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