- Anne Dockery, de setenta e sete anos, começou a correr aos cinquenta e já venceu provas como triatleta, mas sente que marcas de fitness ignoram atletas mais velhos.
- Ela trabalha com a campanha Age Without Limits, que aponta que quase metade dos de cinquenta e cinco a sessenta e quatro acredita que as marcas não representam adequadamente essa faixa etária.
- Segundo Dockery, quando os mais velhos aparecem em anúncios, costumam estar ligados a produtos como planos funerários ou elevadores de escada, o que limita a percepção sobre exercício.
- Dockery afirma que a exclusão de pessoas acima de quarenta e cinco anos pode frear a prática de atividade física, apesar dos benefícios comprovados para saúde física e mental.
- A experiência mostra que o running cria comunidade, facilita encontros e inspira outros a praticarem exercícios, inclusive para reduzir solidão na terceira idade.
Anne Dockery, de 77 anos, é uma atleta de alto rendimento que começou a correr aos 52. Hoje, ela soma conquistas como triatleta e medalhas, além de integrar uma comunidade ativa de corredores. Ela pretende disputar o seu primeiro marathon neste ano.
A história de Dockery mostra que o esporte não tem idade. Ela mudou para Bristol para ficar perto da família e encontrou na corrida uma via de saúde, socialização e motivação para seguir treinando, após um diagnóstico respiratório.
Representação na publicidade está entre os temas centrais. Pesquisas da campanha Age Without Limits indicam que quase metade das pessoas de 55 a 64 anos sentem que as marcas de fitness não os representam adequadamente. A ausência de veículos com envelhecimento real é apontada como barreira.
Segundo Harriet Bailiss, co-líder da campanha, quando pessoas mais velhas aparecem em anúncios, costumam estar ligados a planos funerários ou elevadores. Dockery reforça que essa invisibilidade atua como barreira para iniciar ou manter a prática de exercícios.
A importância do exercício na vida adulta é ressaltada por Dockery, que afirma ter ganhado benefícios físicos e sociais ao longo da trajetória. O engajamento em clubes e competições a aproximou de pessoas de diversas idades e estilos de vida.
Antes de encontrar a comunidade, Dockery descreve o começo como desafiador, especialmente pela repetição de atividades e pela necessidade de perseverança. A motivação veio ao perceber que a prática podia ser prazerosa e transformadora.
O envolvimento em provas foi decisivo. A estreia em competições, com uma medalha na faixa de 50-60 anos, acendeu o interesse pela continuidade do esporte e pela melhoria contínua do desempenho.
O impacto social do esporte para pessoas acima de 45 anos é destacado. Dockery afirma que atividades em grupo reduzem o isolamento social e ajudam na inclusão de diferentes faixas etárias, fortalecendo redes de apoio.
Para a atleta, o alcance de mensagens positivas sobre envelhecimento ativo pode inspirar mais pessoas. Ela compara o efeito motivador a mudanças promovidas por campanhas de inclusão que mostraram mulheres jovens envolvidas em esportes.
A campanha Age Without Limits sustenta que o público com mais de 50 anos representa um segmento de consumo relevante para as marcas, com poder de decisão em compras relacionadas a esporte e bem-estar. A identificação visual importa para estimular participação.
Dockery ressalta que a representatividade não é apenas estética. Mostrar pessoas mais velhas praticando atividade física pode incentivar a adesão, ampliar a prática de exercícios e melhorar a saúde pública a longo prazo.
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