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Mary Cain expõe equipe de treinadores da Nike em escândalo

Mary Cain denuncia abuso emocional no Nike Oregon Project e revela impacto duradouro na carreira, levando-a a cirurgia e à mudança para a medicina

Mary Cain.
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  • Mary Cain, ex-prodigio do atletismo, publicou o memoir This is Not About Running, relatando anos de abuso emocional sob o treinador Alberto Salazar no Nike Oregon Project.
  • Ela descreve pressões sobre peso, isolamento familiar, uso de um psicólogo não credenciado e episódios de ideação suicida, além de retratar comportamento abusivo que envolve a equipe técnica e dirigentes.
  • Cain deixou o Oregon Project em 2016, após episódios de depressão, distúrbios alimentares e lesões; mais tarde descobriu que o tratamento recebido não era adequado.
  • Em 2019, a United States Anti-Doping Agency divulgou relatório que resultou na suspensão vitalícia de Salazar por violação de doping, fato que também levou Cain a revisar o que ocorreu sob sua tutela.
  • Atualmente, Cain está estudando medicina em Stanford/Havard; realizou cirurgia para PAES em 2023, iniciou clerkships e trabalha na recuperação física, com foco em retorno gradual aos estudos e, possivelmente, ao esporte.

Mary Cain publicou sua experiência em um livro que expõe anos de treinamento abusivo na Nike Oregon Project sob o olhar de uma atleta de alto desempenho. A revelação chega após a queda de Salazar e o subsequente afastamento de Cain do esporte de alto rendimento.

Cain, que chegou a disputar o Mundial aos 17 anos, relata como foi recrutada por Alberto Salazar e mergulhou em uma fase marcada por abuso emocional, controle de peso e pressões para manter uma imagem magra. O relato descreve também tratamento terapêutico não credenciado e isolamento familiar.

O livro This is Not About Running foi escrito pela própria Cain em tempo presente, buscando manter fidelidade ao que viveu. A autora descreve como o ambiente na Nike influenciou sua saúde mental, com efeitos que se estenderam por anos.

Mudança de tema: diagnóstico e recuperação

Em 2019, a USADA suspendeu Salazar por violação de doping, o que levou Cain a reavaliar as informações que recebeu sobre medicamentos usados pelo treinador. O episódio contribuiu para o reconhecimento de falhas sistêmicas no programa de desenvolvimento de atletas.

Após deixar a Nike em 2016, Cain enfrentou depressão, transtornos alimentares e uma condição dolorosa na perna que evoluiu para um quadro de neuropatia. O caso a levou a buscar tratamento médico mais aprofundado.

Caminho acadêmico e futuro

Aos poucos, Cain encontrou apoio na medicina. Em 2022 iniciou estudos na Stanford University, seguindo para Harvard ou Stanford, e acabou optando por Stanford após a cirurgia bem-sucedida de um problema vascular. Hoje, pretende seguir atuando na área médica após concluir as etapas de formação.

Cain também relata que, mesmo com a queda de Salazar, não basta punição individual para mudanças no esporte. Ela aponta a necessidade de reformulação de políticas de treinamento, acompanhamento psicológico e cultura institucional que previnam abusos.

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