- Pilates vive seu boom atual, com popularidade alta, surgimento de novos estúdios e dados de crescimento em serviços de fitness e participação.
- Estima-se que o mercado no Reino Unido valha cerca de £1 bilhão, com aumentos significativos nos Estados Unidos e em plataformas como ClassPass; sessões de reformer costumam ficar em torno de £30 em Londres.
- Preocupações com a qualidade: regulação é baixa, há instrutores não qualificados e prática pode estar se diluindo com foco em estética e movimentos avançados em vez de fundamentos.
- Redes sociais impulsionam uma imagem performática: vídeos com movimentos de alto nível e uma estética associada a cropped tops, estilo de vida e marketing de influenciadoras, o que pode distorcer o que é pilates.
- Profissionais defendem inclusão: a prática pode beneficiar pessoas de diversas idades e corpos, desde que haja formação adequada e foco em forma, alinhamento e respiração.
O Pilates vive uma fase de alta popularidade e crescente visibilidade nas redes sociais, associada a um estilo de vida saudável e disciplina de baixo impacto. A prática atrai celebridades e gera novos estúdios todo mês, com aparições em feeds de Instagram e conteúdos bem produzidos.
Estudiosos e profissionais alertam para o risco de diluição da metodologia original à medida que a demanda aumenta. A regulação do setor é fraca e muitos instrutores atuam sem certificação específica, o que preocupa quem vive da método há anos.
A popularidade é comprovada por pesquisas setoriais: em 2024, o Pilates foi a modalidade mais buscada na ClassPass; em 2025, foi apontado como a forma de exercício de maior crescimento nos EUA, com alta de participação. Estima-se que o mercado britânico mova cerca de £1 bilhão.
Nos estúdios de Londres, o preço de uma sessão de reformer gira em torno de £30, o que pode restringir o acesso a novos alunos. Profissionais destacam que a prática original foca em forma, alinhamento e respiração, não em performatividade.
A indústria cresceu após a pandemia, quando o treino online ganhou força e a estética de movimentos contidos ganhou destaque nas redes. Pesquisadores e educadores observam que vídeos virais promovem exercícios que não correspondem ao Pilates tradicional.
Regulação e qualidade
A falta de exigência de qualificações específicas facilita a abertura de studios, mas preocupa quem trabalha com métodos reconhecidos. Treinadores afirmam que a qualidade do ensino pode variar bastante entre e dentro de estúdios.
Especialistas apontam que a apresentação das aulas nas redes tende a enfatizar looks e performatividade, o que pode afastar novos praticantes que buscam os fundamentos do método.
Alguns profissionais descrevem a influência de “influencers” que promovem exercícios com o aparato reformer, em busca de entretenimento, em detrimento da prática correta. A preocupação é preservar a essência terapêutica e fortalecedora do Pilates.
Apesar das controvérsias, dirigentes e educadores ressaltam que o Pilates pode beneficiar pessoas de diversas idades e perfis, desde idosos até iniciantes, se houver orientação adequada e formação reconhecida.
A visão de instrutores experientes é de que o Pilates deve permanecer inclusivo e acessível, sem associar a prática a padrões estéticos restritos ou mercados exclusivos, mantendo o foco em benefícios funcionais.
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