- A creatina é produzida pelo corpo e pode vir da alimentação; é usada para fornecer energia rápida durante atividades de alta intensidade e curta duração.
- O efeito é mais evidente em exercícios de força, potência, velocidade e exercícios intermitentes, como musculação e sprints.
- Existe um teto de armazenamento; após saturar, mais creatina não aumenta estoques nem desempenho. Pessoas com baixos níveis basais tendem a responder mais.
- A suplementação não é universalmente indicada; a decisão deve considerar a dieta, o tipo de atividade e orientaçao profissional.
- No cérebro, a creatina pode contribuir para a função cognitiva, especialmente em quem tem baixos estoques, como vegetarianos; porém os efeitos em memória e foco são modestos e variam por indivíduo.
A creatina, substância produzida pelo corpo e encontrada na alimentação, é bastante usada para melhorar o desempenho em exercícios de alta intensidade. Pesquisadores destacam que os efeitos variam conforme o perfil e os hábitos de cada pessoa, exigindo avaliação individual.
Especialistas da USP explicam que a creatina atua na ressíntese de ATP, armazenada principalmente nos músculos, fornecendo energia rápida em situações de alta demanda. O benefício aparece sobretudo em atividades explosivas e intermitentes.
Segundo a nutricionista Maria Fernanda Elias, a suplementação aumenta os estoques de fosfocreatina e acelera a produção de energia. Contudo, há um teto de armazenamento que, ao ser atingido, não gera novos ganhos.
O professor Hamilton Roschel reforça que os efeitos são mais marcantes no começo da suplementação e tendem a se estabilizar. Ele ressalta que a creatina não é indicada para todos os esportes ou perfis, exigindo avaliação profissional.
Nem todos precisam suplementar. Se a dieta já supre a demanda de um nutriente, a creatina pode não ser necessária. A decisão deve considerar o tipo de atividade, a ingestão alimentar e possíveis contraindicações.
Efeitos no cérebro
Além do desempenho físico, a creatina pode impactar o cérebro, que também depende de energia para funcionar. Há indícios de melhoria em função cognitiva, especialmente em pessoas com baixos níveis dessa substância.
Os efeitos sobre memória e foco são considerados modestos e variam conforme o contexto e o nível basal de creatina. Estudos indicam resultados mais consistentes em vegetarianos, que possuem estoques naturalmente menores.
Um estudo de 2020 aponta melhorias cognitivas em indivíduos que não consomem carne. Ainda assim, os pesquisadores alertam que os benefícios não são universais e dependem de condições individuais.
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