- José Odorico Rolim, de 82 anos, é atleta master paulista com 10 recordes nacionais em categorias 35+, atuando em marcha atlética, arremesso, natação e pentatlo.
- O recorde mais antigo dele, de 1990, é nos 10 mil metros de marcha atlética, em São Paulo, com tempo de 52 minutos e 52 segundos.
- Rolim sofreu três AVCs a partir de 2001 e, desde então, foca provas curtas de arremesso e natação, mantendo marcas relevantes em diferentes modalidades.
- Atualmente compete no 28º Jogos Olímpicos da Melhor Idade (Jomi), em Praia Grande, disputando peso, 25 metros de nado livre e 25 metros costas.
- O atleta treina com rotina fixa: natação aos segundas, arremesso às terças e quintas, academia às quartas e sextas, e mantém acompanhamento médico semestral e dieta equilibrada, pesando 72 kg.
José Odorico Rolim, atleta paulista de 82 anos, continua na ativa em provas de arremesso e natação, mantendo uma sequência de recordes nacionais em categorias 35+. O ranking da Associação Brasileira de Atletismo Master, atualizado em março, aponta Rolim em 10 marcas nacionais em diferentes modalidades, como marcha atlética, lançamento de peso, martelo e pentatlo.
O recorde mais antigo, de 1990, ocorreu nos 10 mil metros de marcha na categoria Master, em São Paulo. Rolim completou a prova em 52 minutos e 52 segundos, cifra que permanece invicta há décadas, segundo ele mesmo.
Nascido em Piracicaba, em 1944, o atleta teve carreira iniciada na natação, aos 14 anos, em 1958. Posteriormente serviu ao exército e manteve a prática aquática como lazer, em clubes como Botafogo e Vasco da Gama, no Rio de Janeiro.
A trajetória atlética ganhou novo impulso após traçar paralelos entre natação e marcha após assistir a cenas de filmes que o motivaram a buscar os esportes. Assim, desenvolveu uma rotina que combina ambas as modalidades ao longo de mais de meio século.
Carreira e recordes
Entre os principais fatos da vida esportiva, destacam-se as centenas de medalhas conquistadas ao longo dos anos, com Rolim mantendo a prática mesmo após enfrentar crises de saúde. O acúmulo de troféus se tornou parte da identidade do atleta.
Desafios e retomada
No início dos anos 2000, Rolim enfrentou três AVCs: em 2001, quando tentava bater recorde de 1.500 metros livres na piscina, e em 2008, em intervalo de meses. Segundo relatos, episódios foram seguidos de recuperação gradual e ajustes na rotina de treinos.
Desde então, as competições passaram a privilegiar provas de arremesso, onde a explosão de força é fundamental. Em 2025, Rolim conquistou marcas relevantes em arremesso e superação em provas curtas de natação.
Atual participação nos Jomi
Nesta semana, Rolim está em Praia Grande disputando o 28º Jogos Olímpicos da Melhor Idade (Jomi). Participa de provas de peso, além de 25 metros de nado livre e 25 metros costas, em formatos mais curtos que os de sua atuação anterior.
Rotina de treino e hábitos
O programa de treinamento foi elaborado de forma personalizada, com acento em força. Segue um ritmo fixo: segundas, natação; terças e quintas, arremesso; quartas e sextas, academia. O aquecimento de 15 minutos é parte essencial do protocolo.
Ao lado da rotina física, Rolim mantém acompanhamento semestral com uma médica geriatra, monitora a pressão arterial e segue três refeições diárias. Em casa, mantém uma vida social ativa, com quatro netos e uma rede de amigos de longa data.
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