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CT Paralímpico Brasileiro completa dez anos como fábrica de medalhas

Completando uma década, o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro consolida-se como fábrica de medalhas, com 67 recordes mundiais e top cinco em Paris-2024

Atletismo está entre as 20 modalidades contempladas pelos 95 mil metros quarados de área construída no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro na Zona Sul de São Paulo - (crédito: Ana Patrícia/CPB)
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  • O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro foi inaugurado em 23 de maio de 2016 em São Paulo, ocupa 95 mil metros quadrados e atende 20 modalidades, com custo de R$ 264 milhões.
  • A infraestrutura reúne pista indoor de atletismo, centro aquático, ginásios adaptados, hotel para atletas e departamentos integrados de fisioterapia, biomecânica, nutrição, psicologia e medicina esportiva.
  • Em Paris, o Brasil alcançou o top cinco inédito com 89 medalhas no total, sendo 25 ouros, resultado impulsionado pela consolidação de atletas de alto rendimento no CT.
  • A convivência diária entre jovens promessas e campeões moldou uma cultura de excelência, fortalecendo a mentalidade vencedora desde o início da carreira.
  • Mantido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro desde 2017, o CT tem custo anual de aproximadamente R$ 30 milhões e, em 2024, teve a renovação do acordo com o governo de São Paulo por mais 35 anos, além do recorde de setenta e sete (67) recordes mundiais atingidos no complexo.

O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB) completa 10 anos em 23 de maio, marcado pela consolidação do Brasil entre as potências paralímpicas. Inaugurado em 2016, o espaço levou o país a um inédito top 5 em Paris-2024, com 89 medalhas e 25 ouros, além de registrar 67 recordes mundiais.

Antes da inauguração, atletas enfrentavam treinos dispersos, pouca acessibilidade e falta de uma estrutura integrada. O fisiculturista e campeão Claudiney Batista dos Santos, o Ney, lembra que a falta de um espaço único de alto rendimento era a principal limitação. A mudança, segundo ele, veio com o CT.

O CTPBr ocupa 95 mil metros quadrados na Zona Sul de São Paulo e abriga 20 modalidades. Construído ao custo de R$ 264 milhões, oferece pista indoor, centro aquático, ginásios adaptados, hotel para atletas e departamentos de fisioterapia, biomecânica, nutrição, psicologia e medicina esportiva. O espaço tornou-se base permanente das seleções e palco de competições nacionais e internacionais.

Em pouco tempo, o CT mostrou resultados expressivos. No Rio-2016, o Brasil somou 72 medalhas, superando sua campanha anterior. Em Tóquio-2020, o país manteve o nível, com mais ouros do que em 2016. Em Paris-2024, o desempenho atingiu o marco histórico do top 5, com 89 pódios e 25 ouros.

Além de infraestrutura, o CT fomentou uma cultura de excelência ao reunir atletas jovens com campeões mundiais no mesmo espaço. A convivência diária é apontada como fundamental para o amadurecimento técnico e mental dos atletas, segundo Yohansson Nascimento, vice-presidente do CPB.

Esthefany Rodrigues, nadadora de 27 anos, destaca que treinar no CT possibilita compartilhar treinamentos com referências mundiais, acelerando o desenvolvimento. Ela credita à equipe multidisciplinar do centro a preparação necessária para evoluir e alcançar resultados mais expressivos.

Mantido pelo CPB desde 2017, o CT opera com custo anual de cerca de R$ 30 milhões. Em 2024, o CPB e o governo de São Paulo renovaram o acordo de cooperação por mais 35 anos, assegurando a continuidade do principal centro de excelência paralímpica do país.

Ao completar uma década, o CT Paralímpico está longe de um legado encerrado. Tornou-se referência internacional, consolidou a cultura vencedora e ajudou o Brasil a figurar entre as principais potências paralímpicas mundiais.

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