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Treinar em jejum: a queima de gordura é real ou mito?

Treinar em jejum aumenta a queima de gordura em treinos de baixa intensidade, mas evidências de benefício a longo prazo são limitadas; a resposta é fisiologia individual

1 de 1 Atividade física com o peso corporal - Foto: Carol Yepes/Getty Images
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  • Treinar em jejum pode aumentar a queima de gordura durante exercícios de menor intensidade, porque os estoques de glicogênio estão baixos após o sono.
  • Contudo, evidências recentes mostram poucas provas de que o treino em jejum eleva a queima de gordura a longo prazo, mantendo o balanço energético diário como fator central do emagrecimento.
  • A resposta ao jejum é individual: algumas pessoas mantêm desempenho e resultados, outras não veem benefício e podem sentir tontura, queda de força ou menor rendimento.
  • O ponto-chave é treinar com regularidade e planejamento; o estado nutricional antes do treino é apenas detalhe de otimização, enquanto o treino em si é o que move o progresso.

Treinar em jejum funciona, mas apenas para quem se enquadra no perfil adequado. A estratégia costuma gerar controvérsia: para alguns, é caminho para queima de gordura; para outros, resulta em pouco ou nenhum benefício. A ciência aponta nuance: o efeito varia conforme o contexto.

Após uma noite de sono, os estoques de glicogênio estão baixos. Sem energia imediata, o corpo busca combustível na gordura. Estudos indicam que a oxidação de gordura aumenta em treinos de menor intensidade nessa condição. Ainda assim, o emagrecimento depende do balanço energético ao longo do dia.

Há limites claros. Pesquisas recentes mostram poucas evidências de ganho significativo na queima de gordura a longo prazo apenas com treino em jejum. O balanço energético total continua determinando o emagrecimento, não havendo atalho metabólico.

A resposta não é universal. Alguns indivíduos mantêm desempenho e resultados em cardio ou musculação em jejum. Outros não percebem diferença e até rendem menos. Isso se deve a fisiologia individual, horário do treino e como o organismo usa energia.

Teste é frequentemente a única forma de saber qual grupo você pertence. A adaptação varia conforme metabolicidade, hábitos e rotina. Não há consenso único sobre a eficácia do método.

A pergunta que realmente importa é diferente: treinar em jejum ou alimentado determina resultados? Com regularidade, planejamento e consistência, o treino em si move o ponteiro. O melhor treino é o que você consegue manter.

Sobre o tema, a nutricionista Juliana Andrade, formada pela UnB e com pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional, comenta que o treino precisa ser compatível com a rotina e metas individuais. O foco permanece no planejamento e na adesão ao programa.

Fonte: Juliana Andrade, nutricionista, que acompanha tendências em alimentação, saúde e estilo de vida. O texto busca apresentar informações baseadas em evidências, sem recomendar uma única abordagem para todos.

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