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Coletes com peso valem a pena no treino, dizem especialistas

Coletes com peso aumentam a intensidade dos treinos, mas exigem progressão gradual e orientação profissional para evitar lesões

O colete de peso funciona como uma sobrecarga extra nos exercícios de força, mas não é indicado para todas as pessoas
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  • Coletes com peso aumentam a intensidade do treino e podem elevar o gasto energético e o fortalecimento muscular, especialmente nas pernas.
  • Movimentos globais com carga adicional, como agachamentos, flexões e barras fixas, são os mais indicados para esse tipo de sobrecarga.
  • Não é para todos: iniciantes devem evitar ou usar com muita cautela, pois a sobrecarga pode impactar joelhos, quadris e coluna.
  • Sobre o impacto, atividades de alto impacto como corrida devem ser evitadas com o colete; caminhadas, treinos funcionais de baixa intensidade e movimentos estáticos podem trazer benefícios.
  • Recomenda-se uso gradual, com carga entre cinco e dez por cento do peso corporal, sempre sob orientação de um educador físico e ajustando conforme o objetivo (emagrecimento, força ou resistência).

O uso de coletes com peso tem ganhado espaço em academias e treinos funcionais, com o objetivo de aumentar a intensidade e o gasto calórico. O equipamento adiciona carga extra ao corpo, potencializando o trabalho muscular, principalmente nas pernas.

Especialistas destacam que os efeitos dependem do tipo de movimento. Movimentos globais com carga adicional, como flexões, agachamentos, barras e afundos, costumam trazer benefícios. A ideia é aumentar a demanda sem comprometer a forma.

Porém, a sobrecarga pode elevar o impacto sobre joelhos, quadris e lombar, aumentando o risco de lesões. O uso deve ser gradual e orientado, restrito a quem já tem boa base de treino e técnica.

Renata Suárez e Silva, educadora física, afirma que o início não deve ocorrer com iniciantes. A progressão precisa ser lenta, com avaliação de consciência corporal, força e postura durante a execução.

Atividades de alto impacto, como corrida, costumam ter maior risco ao combinar peso extra. Caminhadas, treinos funcionais de baixa intensidade e movimentos estáticos tendem a oferecer benefícios quando bem dosados.

Se aplicado no timing certo e na intensidade adequada, com prescrição profissional, o colete não apresenta risco significativo. O volume de treino também deve ser considerado pelo educador responsável.

A recomendação é usar peso equivalente a 5% a 10% do peso corporal. A progressão deve ocorrer gradualmente, sempre sob supervisão profissional, alinhada a objetivos como emagrecimento, força ou resistência.

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