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Fisioterapeuta sofre fratura na coluna em pilates e mira voltar à meia maratona

Fisioterapeuta fratura a coluna durante pilates, entra em recuperação e mira disputar meia maratona.

Carla estava gravando o exercício quando se acidentou — Foto: Arquivo pessoal
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  • A fisioterapeuta Carla Rygaard, 34 anos, fraturou a coluna ao realizar o shoulder stand no pilates, em setembro de 2024; não houve cirurgia, uso de colete por dois meses.
  • O acidente ocorreu enquanto ela gravava sozinha um vídeo, demorando mais de 15 minutos para se levantar; houve dor intensa na lombar que irradiou para quadril e pernas.
  • No hospital, foi identificada fratura na coluna com deslocamento de uma vértebra; tratamento conservador foi adotado.
  • Durante a recuperação, Carla retomou a prática de corrida aos poucos: caminhadas em dezembro de 2024, 5 km em fevereiro de 2025, 15 km em maio de 2025; o objetivo é disputar meia maratona em 2026 com apoio profissional.
  • A especialista Carolina Campanari Rorato ressalta que o pilates é seguro quando bem aplicado e supervisionado, destacando que lesões decorrem de dosagens inadequadas, necessidade de avaliação e prescrição adequadas, e que dor aguda ou persistente requer atenção.

A fisioterapeuta Carla Rygaard, 34 anos, fraturou a coluna ao gravar um vídeo de seu estúdio de pilates. O acidente ocorreu em setembro de 2024, quando escorregou durante o shoulder stand, uma posição invertida. Ela relata que estava cansada, perdeu o suporte e caiu com as costas no chão.

No momento da queda, a dor forte surgiu junto com uma pressão na região lombar que se irradiou para quadril e pernas. Mesmo sem o celular à mão, Carla usou a força dos braços para pedir ajuda e acabou encaminhada ao hospital após ficar de joelhos por mais de 15 minutos.

Ao chegar à emergência, sinais como formigamento e queimação na perna direita se intensificaram. O diagnóstico apontou fratura na coluna e deslocamento de uma vértebra. O uso de um colete por dois meses foi prescrito, e a cirurgia não foi necessária.

Recuperação e reviravolta na vida desportiva

Durante a recuperação, Carla passou a acompanhar conteúdos de mulheres corredoras no Instagram e decidiu retomar a prática de corrida. Liberada para caminhadas, ela começou a treinar novamente em dezembro de 2024, superando dificuldades iniciais com a dor.

Em maio de 2025, já corria 5 km sem parar e, posteriormente, alcançou 15 km. Esses resultados a motivaram a sonhar com a meia maratona, com treino de assessoria esportiva, acompanhamento nutricional e apoio do namorado, que é personal trainer.

Retorno aos treinos e expectativa da meia maratona

Com planos para disputar a prova de 21 km em novembro de 2026, Carla ressalta que o caminho exigiu apoio de profissionais e muita disciplina. Ela não pretende desistir, mesmo diante do trauma físico e emocional.

A profissional destaca também a importância de avaliação, prescrição e supervisão na prática do pilates. Segundo ela, o método continua seguro quando aplicado com orientação adequada e individualização do treino. As lesões costumam estar ligadas a fatores de execução e progressão.

Sobre o risco e a prática segura

Especialista em pilates e reabilitação postural ressalta que o pilates é seguro quando bem executado. A dor é o principal sinal de alerta: dor aguda, travamento ou fraqueza persistente requer avaliação. A prática adequada evita lesões e facilita a recuperação.

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