O Brasileirão volta a iniciar em janeiro após 34 anos, novidade que marca mudanças no calendário da temporada. A primeira rodada acontece no dia 28, em um novo formato de pontos corridos. A edição de 1992 também começou no mês de janeiro.
Naquele ano, o campeonato teve 20 clubes e duração até julho, com Flamengo sendo campeão ao vencer o Botafogo na final disputada no Maracanã, em dois jogos. O formato era diferente do atual sistema de pontos corridos.
A competição de 1992 teve três fases: primeira, segunda e final. Na fase inicial, todos jogaram entre si em turno único e os oito melhores avançaram. Vasco, Botafogo, Bragantino, Flamengo, Corinthians, São Paulo, Cruzeiro e Santos ficaram entre os classificados.
Na segunda fase, os classificados foram divididos em dois grupos de quatro. Os líderes de cada grupo disputaram a decisão do título. Flamengo e Botafogo chegaram à final, com mando alternado entre as partidas.
A primeira partida da decisão aconteceu em 12 de julho, no Maracanã, com vitória do Flamengo por 3 a 0, gols de Júnior, Nélio e Gaúcho. O jogo de volta, em 19 de julho, terminou 2 a 2. Com o agregado, o Flamengo ficou com o título de 1992.
Entre os destaques da edição, o maestro Júnior foi determinante para o Flamengo, enquanto Edmundo, do Vasco, chamou atenção como principal revelação. O Vasco enfrentou críticas após ficar de fora da decisão.
Tragédia na final marcou o torneio. Quinze minutos antes do início, ocorreu o rompimento de cerca de 13 metros de cerca na arquibancada, provocando a queda de torcedores. Cerca de oito metros desabaram sobre cadeiras ocupadas, gerando pânico e necessidade de atendimento emergencial.
Vinte minutos antes da partida, a queda resultou em 82 feridos e três mortes: Frederico Castilho de Oliveira (16), Sérgio de Souza Marques (25) e Cláudio José Rocha Galda (17). O Maracanã ficou interditado por sete meses após o episódio.
O estádio foi reaberto com melhorias, incluindo refletores e novos assentos na arquibancada, encerrando a história da “geral” naquela época. O ocorrido ficou registrado como uma das maiores tragédias do futebol brasileiro.
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