O Santos segue trabalhando para equilibrar as contas, ainda que com o desafio de manter Neymar em campo. Em 2025, o clube reduziu dívidas onerosas, buscando maior previsibilidade de caixa e conformidade com o Fair Play.
A gestão de Marcelo Teixeira realizou uma virada de estratégia: substituiu dívidas bancárias por parcelamentos fiscais e trabalhistas de longo prazo, como Profut e Refis. O resultado foi menor peso de juros e fluxo de caixa mais estável.
Mesmo com receitas de 678,5 milhões, impulsionadas pela volta de Neymar e patrocínios, o déficit ficou em 79 milhões. O clube aponta que o custo do futebol e dívidas herdadas ainda consomem boa parte da receita.
Projeção 2026: déficit e consolidação
O Conselho Deliberativo aprovou orçamento com déficit de 94,9 milhões para 2026. A expectativa é de que a receita aumente até 40% em relação a 2025, fortalecendo a arrecadação, especialmente com vendas de camisas e aumento de sócios.
A dívida total não deve deixar de perto de 1 bilhão de reais, o que impõe disciplina para amortização sem comprometer o elenco. O risco operacional aponta para necessidade de cortes inteligentes.
Estrutura financeira e gestão de riscos
O Conselho Fiscal alerta para o aumento de custos recorrentes, que subiram de 251 milhões para 467 milhões no último ano. Se receitas não lembrem esse ritmo, a liquidez pode ficar sob pressão.
A estratégia passa por manter desempenho esportivo competitivo, sustentar o engajamento comercial e evitar novas antecipações de receitas que possam comprometer o futuro da Vila Belmiro.
Manejo de longo prazo e perspectivas
Especialistas destacam que a reestruturação fiscal, com acordos históricos e parcelamentos, facilita o controle de saídas mensais. O foco é manter pagamentos em dia e evitar bloqueios e restrições futuras.
Volta de Neymar continua central na projeção, com impacto esperado na receita de produtos licenciados e adesões de sócios. A gestão seguirá monitorando despesas operacionais para preservar liquidez.
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