Michaela Fregonese pode ter surfado a maior onda já registrada no Brasil, na Laje da Jagua, em Jaguaruna (SC). A onda ocorreu nesta segunda-feira, quando o ciclone que atingia a região gerou séries de ondulações gigantes. A organização acompanha o caso e aguarda confirmação de especialistas.
A surfista paranaense, medalhista em Big Wave Challenge, ressaltou estar surpresa com a dimensão do feito ao ver as imagens. A confirmação depende de estudo técnico que envolve altura, posição na prancha e registro visual.
O paredão formado na Laje da Jagua é acompanhado de perto por técnicos da CBSurf. A avaliação deve indicar se a onda superou o atual recorde de 14,82 metros, de Lucas Chumbo, registrado no ano passado.
A Laje da Jagua é uma formação rochosa submarina próxima à costa de Jaguaruna, com cerca de dois quilômetros de extensão, que favorece o aumento do tamanho das ondas conforme se aproxima da praia. Pesquisadores comparam o fenômeno a Nazaré, em Portugal.
Como é calculado o tamanho da onda
O método leva em conta a altura da prancha, a posição do surfista e o pixel dos registros fotográficos. Especialistas usam modelos para definir a base e a crista da onda, transformando a medição em metros.
O oceanógrafo Douglas Nemes explica que o cálculo envolve a mecânica das ondas para determinar o cavado e o côncavo, permitindo estimar o tamanho real a partir de imagens.
Mesmo sem confirmação oficial, Thiago Jacaré, coordenador do surfe de ondas grandes da CBSurf, afirma que, se não há ultrapassagem do recorde geral, a marca de maior onda surfada por uma mulher no Brasil pode ter sido quebrada.
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