Correr em jejum não é prática nova, mas ganhou visibilidade com as dietas de jejum intermitente. Histórias de atletas que treinam com o estômago vazio ajudam a entender o tema com base no funcionamento do corpo durante o exercício.
A ideia de adaptação está ligada a uma herança evolutiva: atividades de caça realizadas sem alimentação antes do esforço. Por isso, o organismo pode usar reservas internas para sustentar a performance durante a corrida com o estômago vazio.
Entre atletas de elite, a prática é comum; muitos relatam corpo acostumado a longas provas sem ingestão prévia de alimento. No entanto, no mundo atual, o fácil acesso a itens ricos em açúcar e gordura pode influenciar hábitos alimentares e saúde, incluindo o risco de obesidade.
Para entender de onde vem a energia em jejum, é preciso definir que o jejum envolve ausência de calorias por mais de 8 horas. A nutróloga Liliane Oppermann detalha como o corpo recorre a reservas para manter o esforço durante a corrida.
Ela destaca que, em jejum, o corpo recorre principalmente a glicogênio armazenado no fígado e, conforme a duração, pode usar a glicose circulante e, em fases mais longas, ácidos graxos liberados pelos adipócitos.
A orientação prática aponta para casos de adaptação gradual, com supervisão de profissionais de saúde e respeitando sinais do corpo. A prática pode trazer benefícios para alguns atletas, desde que seja acompanhada por planejamento nutricional e treino adequado.
Fonte fotográfica: Minha Vida. O texto aborda fundamentos biológicos e recomenda cautela, evitando mudanças abruptas na alimentação e priorizando a individualização do treino.
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