Um recorde ocorreu no Everest no dia 20: 274 alpinistas escalaram o cume pelo lado nepales, o maior número em um único dia pela face nepalesa desde 1953. A escalada ocorreu na sequência de abertura da temporada de maio.
Segundo dados da Associação de Operadores de Expedições do Nepal, o recorde anterior para o lado nepalês era de 223 pessoas, em 2019. O recorde global de subida em um único dia, em ambos os lados, é de 354, em 2019, segundo o Guinness.
Operadores afirmam que o lado tibetano não recebeu permissões neste ano, o que reduziu a participação pela China. A temporada costuma registrar cerca de 100 escaladores pelo lado de lá, quando aberto.
O Nepal emitiu 494 permissões de escalada neste ano, a US$ 15 mil cada uma. Especialistas alertam para a possibilidade de congestionamento na chamada zona da morte, onde o oxigênio é limitado.
Himal Gautam, do Departamento de Turismo, informou que há informações preliminares de mais de 250 ascensões registradas, mas a confirmação depende do envio de evidências pelos alpinistas.
Além disso, o debate sobre a gestão na montanha continua, com críticas à alta demanda que pode exceder a capacidade de apoio logístico e de oxigênio disponível para os expedicionários.
Risco de superlotação na montanha
Especialistas destacam que a alta demanda aumenta os riscos de congestionamento e queda na disponibilidade de oxigênio na zona crítica. A situação exige monitoramento constante e verificação de evidências.
O organizador Lukas Furtenbach, da Furtenbach Adventures, afirmou que o número em si não é problema se as equipes estiverem bem abastecidas e gerenciadas, com oxigênio suficiente para todos.
Segundo Furtenbach, a escalação de 274 alpinistas é manejável desde que as operações de base estejam bem estruturadas e as equipes mantenham suprimentos para todos os integrantes.
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