O que acontece: uma nova onda de viagens extremas cresce entre os viajantes, com pessoas buscando desafios físicos em locais remotos. O caso mais destacado envolve a World’s Highest Marathon, realizada no Chile neste ano, que reúne atletas para uma prova que vai muito além de um maratona comum.
Quem está envolvido: entre os participantes está Sara Storey, uma ultramaratonista que participou da prova. Ao todo, 16 corredores formalizaram inscrição para o evento. A organização da World’s Highest Marathon coordena o esforço, com apoio logístico de especialistas em aventuras extremas.
Quando e onde: a edição ocorreu no Chile, começando no topo do Ojos del Salado, o vulcão mais alto do mundo, a uma altitude de 6.893 metros. Os corredores enfrentaram condições severas desde o acesso ao ponto de início.
Por quê: o objetivo é testar limites humanos e explorar uma conexão com a natureza. A prova exige escalar por cerca de 11 horas apenas para chegar ao marco de largada, antes de percorrer 42,195 km em altitude extrema.
Aprofundando, o desafio: a atleta afirmou ter ficado quase 30 horas em movimento durante a jornada, descrevendo o confronto entre o corpo e a altitude como próximo de seus limites. Ainda assim, declarou que voltaria a participar, para demonstrar o potencial de pessoas comuns.
Contexto de tendência: o conceito de “darecations” ganhou força, com a Pinterest divulgando aumento de 75% nas buscas por turismo de aventura para 2026 e projeções de crescimento em viagens de alto adrenaline entre Gen‑Z e Millennials.
Mercado e demanda: empresas de seguros especializados registraram alta no interesse em viagens esportivas, com crescimento expressivo em trekking, alpinismo e maratonas. A procura por coberturas associadas a atividades extremas ganhou fôlego nos últimos dois anos.
Sobre o ultramaratona: o ultramarat?on é prova com distância superior à maratona tradicional, variando conforme o traçado. O UTMB World Series, principal organizadora, atua globalmente, ampliando eventos de 60+ em 2022 para mais de 60 hoje, com participação anual que já alcança centenas de milhares.
Visão de especialistas: a psicologia do esporte aponta dois perfis entre os atletas: quem busca estar ao ar livre por prazer e quem encontra motivação em superar padrões. A singularidade dos ultramaratonistas está na experiência vivida ao longo da prova, não apenas no tempo.
Outros exemplos: o ecossistema de corridas extremas inclui a Marathon des Sables no Saara, estágios na Namíbia e Jordânia, a Barkley Marathons nos EUA e o Ultra Trail de Mont Blanc pela tríplice fronteira europeia, entre outros.
Conectando com o todo: especialistas destacam que a motivação pode ir além do desafio físico, envolvendo bem-estar mental e a apreciação da natureza em cenários remotos. A linha entre turismo de aventura e treino extremo tem se estreitado.
Perspectiva futura: eventos como a World’s Highest Marathon voltam a ganhar notoriedade, com edições anunciadas para 2027 em outros países, ampliando a oferta de ultramaratonas e atividades de resistência para viajantes interessados em experiências únicas.
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