O Ministério Público de São Paulo incluiu oficialmente Osmar Stabile, presidente do Corinthians, na lista de investigados que apura a contratação de uma empresa de segurança. O contrato envolve pagamentos de aproximadamente R$ 676,6 mil.
A inclusão decorre de dois elementos. Primeiro, o depoimento de Fábio Soares, ex-diretor administrativo do clube, que afirmou que a contratação emergencial foi determinada pelo próprio presidente. Segundo, Fernando José da Silva, proprietário da Mega Assessoria Operacional Ltda, que também atuava como funcionário do Corinthians durante o período de prestação de serviços.
A apuração aponta que a Mega Assessoria não possuía autorização da Polícia Federal para atuar no setor e não houve contrato formal com o clube. O caso envolve pagamentos relativos a serviços prestados entre julho e outubro de 2025.
Avanços da investigação
O Corinthians informou que a contratação ocorreu de forma emergencial após invasão à presidência do clube por apoiadores do ex-presidente em maio de 2025. A defesa sustenta que os serviços foram realizados nas unidades do clube e não vê relação de conflito de interesses.
O MP identificou uma possível contradição sobre a atuação de Fernando. Em maio de 2026, ele assinou um ofício à Polícia Militar solicitando escolta para a delegação na Libertadores, apresentando-se como gerente operacional. O clube havia afirmado que ele atuou entre setembro e outubro de 2025.
O depoimento de Osmar Stabile está marcado para 23 de junho, às 11h15, para esclarecer as circunstâncias da contratação e a responsabilidade dos envolvidos. O caso segue em apuração, sem conclusão anunciada.
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