Erling Haaland voltou a chamar atenção na Copa do Mundo por meio de uma dieta incomum: fígado, coração bovino e leite cru compõem parte do cardápio do atacante. A alimentação é apresentada como favorável ao desempenho, mas também gera debate entre especialistas.
O que se sabe é que fígado e coração bovino são fontes concentradas de proteínas de alto valor biológico, ferro, zinco, selênio e vitaminas do complexo B. O fígado traz alta vitamina A, enquanto o coração oferece coenzima Q10, associada à função celular. Ainda assim, nutricionistas recomendam moderação e porções controladas.
A prática com o leite cru é a mais controversa. Sem pasteurização, o alimento pode trazer bactérias como Salmonella, E. coli, Campylobacter e Listeria. Embora haja quem defenda benefícios de enzimas e probióticos, não há evidências robustas de vantagens para o desempenho esportivo em relação ao leite pasteurizado.
Especialistas ressaltam o risco microbiológico para atletas de alto rendimento, em que a saúde está diretamente ligada ao desempenho. Não há consenso sobre benefícios da bebida, e muitos profissionais orientam cautela.
Além da alimentação, Haaland mantém rotina rígida de recuperação, com foco em sono e redução de estímulos antes de dormir. Ainda que elementos isolados ajudem, a equipe médica enfatiza que o rendimento depende da combinação de dieta, treino, recuperação e características individuais.
No cenário da Copa, Haaland está escalado para enfrentar a seleção brasileira nas oitavas de final, neste domingo, às 17h (horário de Brasília), em jogo que pode confirmar vaga nas quartas. A partida ocorre em território neutro, com alta expectativa para o confronto.
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