A equipe da UFSCar desenvolveu um sensor eletroquímico vestível de baixo custo capaz de monitorar marcadores relacionados ao desempenho esportivo de forma não invasiva. O estudo avaliou o uso de um novo material condutor em dispositivos flexíveis para detectar lactato no suor.
O lactato é um indicador fisiológico ligado à fadiga muscular, intensidade de treino e recuperação. A medição atual costuma exigir coleta de sangue, o que o sensor busca evitar por meio de uma abordagem não invasiva.
Durante os testes, o equipamento foi utilizado inicialmente para detectar peróxido de hidrogênio, evidenciando que o lactato presente no suor reage no dispositivo para revelar níveis de fadiga. O foco é medir em tempo real.
O trabalho foi conduzido por Rafaela Cristina de Freitas, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Materiais da UFSCar, campus Sorocaba, com bolsa da Fapesp, orientada pelo professor Bruno Campos Janegitz. A pesquisa integra o Laboratório de Sensores, Nanomedicina e Materiais Nanoestruturados, em Araras.
Segundo Janegitz, a inovação reside na combinação de flexibilidade, baixo custo e potencial aplicado. O estudo indica que sensores vestíveis podem ser produzidos com materiais acessíveis, mantendo qualidade analítica. A perspectiva é integração direta à pele.
Prêmio
O trabalho recebeu o Best Poster Prize no 20th International Conference on Electroanalysis (Eseac 2026), de 7 a 11 de junho, em Lisboa, Portugal. O evento é reconhecido mundialmente nas áreas de eletroquímica, sensores e dispositivos vestíveis.
O prêmio foi concedido pela Analytical and Bioanalytical Chemistry, da editora Springer, uma das principais publicações da área. A divulgação original foi feita pela Agência Fapesp em 29 de junho de 2026.
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