O caso Balogun ganhou contornos políticos após a decisão da Fifa que suspendeu o efeito do cartão vermelho do atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, permitido que ele atue na partida contra a Bélgica pelas oitavas da Copa do Mundo. A medida mantém Balogun disponível para o duelo marcado para esta segunda-feira, em 6 de julho, em horário de Brasília, no estádio designado para o confronto.
A repercussão extrapolou o campo esportivo. Glenn Micaleff, comissário da União Europeia para o Esporte, criticou a intervenção política em decisões da Copa do Mundo, afirmando que decisões esportivas devem ficar a cargo das entidades competentes, sem influência de líderes políticos. A fala do comissário faz referência a manifestações associadas ao presidente norte‑americano, que teria pedido a revogação da punição.
A UE se soma à UEFA, que classificou a decisão como inédita, incompreensível e injustificável. A entidade europeia enfatiza que a autonomia das regras esportivas não pode ficar sujeita a pressões políticas, reforçando a necessidade de decisões técnicas serem tomadas por órgãos competentes do futebol.
Entenda o caso
- Balogun foi expulso na vitória dos EUA sobre a Bósnia e Herzegovina após uma entrada dura.
- O cartão vermelho, pelo código disciplinar da Fifa, geraria suspensão automática de uma partida, sem recurso.
- A Fifa informou que o artigo 27 do Código Disciplinar prevê a suspensão com efeito suspensivo por um ano, liberando o jogador para atuar.
- Com isso, Balogun pode atuar contra a Bélgica pelas oitavas, às 21h (horário de Brasília).
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